Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Mauro Carlesse no Democratas: bom para o governador e o Estado. E melhor para o partido!

luizarmandocosta 30/05/2019 740 visualizações
A filiação do governador Mauro Carlesse ao Democratas nesta quinta favorece mais ao partido que ao Chefe do Executivo. Não sem razão, foi-lhe concedida a "honraria" de uma vice-presidência honorária que os aliados de Carlesse já amplificaram ( e continuarão amplificando) como cargo na Executiva Nacional. Carlesse é um governador de Estado (só há 27 no país) com uma máquina de R$ 10 bilhões anuais. Cargos políticos, estrutura de governo e possibilidade real de angariar ativos à legenda. As eleições municipais (prévias da estadual) estão a um ano e pouco. Ademais, a inércia do grupo carlessiano tende a incorporar à legenda também o presidente do Legislativo, deputado Antônio Andrade e o vice-governador, Wanderlei Barbosa, ambos do PHS de Carlesse e que foi fundido ao Podemos. Carlesse no partido pode ainda exercer altruismos. Tem pelo menos dois argumentos para isto:1)o PHS foi extinto (não seria, portanto, um trânsfuga de partidos como muitos no próprio Democratas) e 2) no Democratas (que tem a presidência do Senado, da Câmara e quatro ministérios, inclusive a Casa Civil a Presidência) terá maiores possibilidades de viabilizar recursos tão necessários ao Estado. Isto porque não havia urgência para procurar um partido. Cargos majoritários não são subordinados à fidelidade partidária e a sucessão estadual está a três anos e meio.  Os atritos de chegada do Governador ao partido foram superados na oficialização da filiação e, como é normal, diziam respeito a acomodação de forças. Algo tendente a pacificar. Muito embora, com a força do cargo, Mauro Carlesse possa dividir e até assumir, por força da lógica, o protagonismo na legenda.

Problema aparentes: Mauro Calesse no Governo dá demonstrações seguidas de que não teria um agenda política, econômica e administrativa. E o Democratas é um partido pragmático, essencialmente liberal, com um projeto claro de poder. Isto confrontado com um protagonismo sem projeto definido pode provocar DRs perfeitamente previsíveis entre os dois polos. Com desdobramentos político-eleitorais.

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