O presidente nacional do PSDB, ex-governador e ex-senador goiano Marconi Perillo, passará por Palmas nesta segunda. Tem reunião com lideranças e militância. Às 8h na Assembléia Legislativa.
O partido tem a prefeita da Capital, Cínthia Ribeiro, um deputado estadual (Eduardo Mantoan) e quatro vereadores na Câmara, dentre eles o presidente do Legislativo, vereador Folha Filho.
Cinthia é também presidente do PSDB Mulher nacional e do PSDB regional. Cargos com potência suficiente para destacá-la quando fora do mandato. É a única prefeita de Capital do PSDB no país e reeleita em 2020.
Contra a intensa campanha de "machões" que dominavam a política na cidade. E que ainda hoje enfrenta nas redes sociais, apesar do comprovado desempenho administrativo e fiscal.
E pode fazer o seu sucessor. Pesquisas indicam que tem poder de transferência sobre mais de 20% dos votos. Só menor do que do governador Wanderlei Barbosa.
Até aqui não teve medo de cara feia de homem como é notório na guerra que lutou contra os donos do transporte coletivo e dois anos de campanha cerrada de um Legislativo que esqueceu da população em favor de projetos pessoais de poder.
Marconi anda pelos Estados tentando juntar os pedaços do PSDB, fragmentado pela política café com leite e o nem-nem de Aécio Neves e FHC. De uma perna do MDB, virou um caldo insosso.
O dirigente tucano tem origem no MDB de Henrique Santillo, de quem foi chefe de gabinete. Santillo enfrentou as arbitrariedades do populista Iris Rezende. Um ditador com discurso democrata.
E foi, Santillo, elemento fundamental na criação do Tocantins que Iris foi inicialmente contra. Convenceu Henrique Santillo a unanimidade dos deputados goianos a aprová-lo, condição exigida pela Constituínte.
No Estado, entretanto, o PSDB sempre seguiu o mimetismo paulista/mineiro. FHC, então presidente da República, junto com José Serra, tomou o PSDB de Paulo Mourão e o entregou a Siqueira Campos que movimentou as lideranças (e o TRE) para derrotar o deputado portuense. Depois veio Raul Filho, saído do PFL de Siqueira.
Siqueira deixou Mourão fora do horário de propaganda eleitoral, em plena campanha, não sem o aval indecente do Tribunal Regional Eleitoral. Mourão só reconquistou o horário no finalzinho da campanha pelo TSE. Mas já não havia mais tempo para nada.
Em troca do domínio político, Siqueira (no PSDB) deu o nome de FHC à ponte sobre o rio Tocantins, como de igual modo tinha denominado a UHE Lajeado de Luis Eduardo Magalhães, para agradar o coronel senador baiano ACM, capo da velha Arena, de que o deputado baiano era filho e esperado sucessor e presidente da República. A vida lhe faltou numa caminhada em Brasília quando presidia a Câmara dos Deputados.
O PSDB tem a vantagem, agora, por iniciar sua reconstrução antes do PT que parece seguir o mesmo caminho de desconstrução. Faz um revisionismo no partido quando deveria realizar mesmo era uma revolução nos fundamentos.
Ainda assim é uma porta aberta e larga para Cínthia Ribeiro expandir e dar musculatura ao seu grupo político que já começa a ser desenhado.


