O Palácio Araguaia depositou na conta das prefeituras ontem o montante de R$ 110 milhões e 832 mil. Os recursos dizem respeito às transferências de IPVA, ICMS e Fundeb. Wanderlei Barbosa, diferente de governos anteriores, tem repassado as parcelas semanalmente, o que deve exigir esforço concentrado da Secretaria da Fazenda.
Projetando isto aí num mês, seria algo próximo de meio bilhão de reais entregue a prefeitos mensalmente. Dinheiro na veia que somado aos investimentos que o governo tem anunciado pelo Estado, não é barreira fácil de se transpor.
Os números, cotejados com os discursos de adversários de Wanderlei Barbosa, exibem o conflito oposicionista. Os candidatos em campanha ao governo e Senado não faz tempo prometiam e defendiam justamente isto: governo municipalista.
A saída seria, assim, o confronto politico de prioridades governamentais. E, claro, o contubérnio que o Executivo tem pago no Legislativo, que sem medo de ser feliz ficou quatro anos apoiando o governo na saúde e na doença, na alegria e na dor com os custos financeiros, institucionais, morais, legais e éticos. Mas aí é com o eleitor.


