Palmas é, no Wikipédia, a 89ª cidade do país em número de habitantes. É menor que Uberaba, Taubaté, Vitória da Conquista, Petrolina, Ponta Grossa, Franca, Pelotas e por aí vai. Uma cidade espalhada numa área que caberia Belo Horizonte.
Da mesma forma que recebeu pessoas de todas as partes do país, delas herdou, também, na mesma proporção, o caldo de cultura que lhes era precedente.
Não deveria causar espanto que despontasse, pois, dessa mistura não só o lado bom, mas o mal para certificar a imensidão de pessoas do bem que na cidade ganham a vida, criam seus filhos sob o canto de araras e pardais e piar de corujas.
A descoberta esta semana de um grupo de jovens planejando pela internet ataques as escolas particulares da cidade, à semelhança de atentados nos EUA, atende, com efeito, mais a um vagabundo atomismo materialista que as anunciadas motivações sociais de crítica a um estado burguês. Um ato criminoso que, como tal, deve ser tratado, como já o faz a polícia.
A questão, todavia, não deveria ser negligenciada pelo poder público, escolas e principalmente pais que não sabem se os filhos estão estudando ou navegando na internet sabe-se lá por que caminhos.
Somando-se a isto a confusão que a sociedade política tem provocado no país de sem-estudo e sem-leitura, confundindo ideologias com tudo na vida, em que valores e princípios tem seus conceitos relativizados, tem-se uma salada indigesta.
Daí, por exemplo, parcela das redes sociais enxergar como normal um jovem mal formado pichar a Catedral de Porto Nacional e o centro histórico de mais de 200 anos em protesto contra um político com o qual não concordaria na cidade.
Em essência, pouco diferiria do grupo que tencionava atentar contra alunos indefesos. Ambos saberiam, por certo, as consequências advindas do ato mas decidiram-se por praticá-lo.
Essa falta de alguma coisa está presente também nos números públicos. Somente no mês de janeiro de 2022, de um total de 78 óbitos por causas externas, 12 pessoas cometeram suicídio no Estado. Indica um avanço no número de pessoas que tiraram a vida, comparando com o registrado em 2021.
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