Em quatro meses, registrou-se no Estado algo próximo nesta quarta a 16 mil casos da Covid-19 e mais de 250 óbitos (259 ontem). Perderam a vida pelo vírus em 120 dias mais pessoas que os homicídios nos primeiros seis meses de 2020 (180 dias) já que foram 210 os assassinatos no Estado de janeiro a 1º de julho.
Apesar do inegável, setores da sociedade política e civil escolhem enxergar o número de contaminados recuperados a botar olhos no inapagável: o processo de contaminação e os efeitos dela consequentes. E com isto, aspirariam renegar o vírus com a consequente opção que tem feito a maioria pelo velho normal quando as circunstâncias exigiriam um novo normal. E olha lá.
Jovens e velhos se esbaldando por praças, ruas e becos sem máscara, celebrando alegrias, contrariando regras básicas de sobrevivência em pandemias parecem exprimir, por travessa, a dualidade entre o homem universal e o particular. Poder-se-ia até imprimir-lhe um verniz anarquista mas para isto teriam que devotar-se à busca de algum equilíbrio, coisa de que se distanciam cada vez mais.
Como de uma idéia segue-se necessariamente um efeito, as premissas apontam para mesma conclusão: deficiência de formação tanto familiar como educacional e cultural. Um déficit que levará a outras situações talvez piores que as colocadas pelo vírus.
Com pouca margem de erro, os 66% da população que ontem estavam nas ruas (um isolamento social de apenas 44%) são os mesmos que ligam sons de carros onde não é permitido,
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