Sábado, 24 de Out de 2026

Madeira opta por não assumir Secretaria. Empresário é mais uma vítima das impropriedades dos vazamentos do processo contra ex-Governador que condenam sem defesa!!

06/11/2021 1261 visualizações

A decisão do empresário Joseph Madeira de não integrar o governo de Wanderlei Barbosa (apesar das manifestações de apoio) denota racionalidade. O empresário alega problemas de saúde que nunca se soube tê-los.

Mas está no seu direito de justificar politicamente sua decisão duas semanas depois de ser considerado o número 2 do Governo, só menos influente do que o próprio governador interino. Justificativa que não consegue, evidentemente, suplantar a pressão exercida pelos vazamentos seletivos (e ilegais) das investigações da Polícia Federal que retiraram-no da zona de conforto.

Madeira, como é sabido, tem empresas com contratos públicos e privados. Na eleição de 2020 (quando foi vice de Eli Borges) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3 milhões e 850 mil. Mais de um milhão acima dos R$ 2,2 milhões do candidato a prefeito.

Como já apontei aqui, o empresário não age de forma impensada e não é um inocente, puro e besta como aparenta. É muito inteligente. É só cotejar o patrimônio adquirido em menos de duas décadas num Estado que continua pobre como ele quando migrou do interior do Maranhão.

Madeira foi mais uma vítima da operação da PF que afastou Mauro Carlesse. Ali, sem qualquer preocupação com nada, a PF teria citado o empresário na investigação (como foi vazado para a imprensa), fuxicando (sim, porque o termo é fuxico mesmo!!) que Madeira seria citado “frequentemente participante dos esquemas criminosos do atual governo”. Isto aí sem qualquer demonstração de prova!!! Um fuxico federal dentro do processo. Ora, se a PF tinha esta evidência ou indício, teria que, obrigatoriamente, investiga-los.

Intuo que Madeira (que já tinha sido nomeado e não tomara posse, necessitava desligar-se da empresa) sentiu o cheiro de queimado. E decidiu optar pela razão à vaidade que a maioria dos empresários parece ser possuidora e, não contentando-se com o poder econômico, buscar o poder político.

Até porque para influenciar em governos, não é necessário aparentar que influencia. Nem estar dentro da administração. É caso em que o gesto fala mais forte que a intenção. O resto é mera bobagem advinda de vaidades não atendidas.

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