Esta campanha eleitoral teve tudo (ou quase de tudo). O ex-prefeito Carlos Amastha passou a rasteira no ex-técnico da seleção brasileira, surrupiou-lhe a candidatura ao Senado, e o UOL (secundado por portais do Estado) trata a situação como remoção.
Apesar da ata da convenção dizer outra coisa e os rumores dos bastidores indiquem que Amastha estivesse (ate ontem a noite) tendente a formar com Kátia Abreu, como candidato a federal, em aliança com o PP.
Isto mesmo: remoção (que é apagar, eliminar) sob a égide da democracia. Paçoquinha, a minha vira-lata, uma espécie grilo falante (a consciência de Pinóquio na ficção do escritor e jornalista italiano Carlo Collodi) está a questionar-me: Amastha objetivaria mesmo apagar Luxemburgo no PSB? Pela forma de divulgação e não objeção de Amastha a ela, digo-lhe que sim.
Ela me lembra (como outro jornalista, Fernando Hessel, direto da Casa Branca/EUA, repôs ontem no twiter) que Amastha teria publicado nas redes, meses atrás (veja no twiter do jornalista aqui (https://twitter.com/FERNANDOHESSEL/status/1555594342210961409) ser Wanderlei amigo de longa data.
Foi, Amastha, agraciado pelo ex-técnico, sob gargalhadas mil, não com uma garrafa de wiskie comum: mas um envelhecido em barril de carvalho, com data de 1.952, mesma data de nascimento de Luxemburgo e com produção limitada e pessoal.
Ou seja, um mimo e tanto. Seja pelo ano, pela exclusividade ou raridade. E vindo de um técnico de futebol que dirigiu a seleção brasileira e grandes times do Brasil e da Europa. Conhecido no mundo inteiro.
E aí voltamos à remoção, ao apagamento. Como disse, no dicionário, remover é apagar e eliminar. Ainda que se dissesse que Amastha tivesse dado a Wanderlei a oportunidade de candidatar-se a deputado federal.. Mas atenção: sem apoio do fundo eleitoral que, pela lei, tem que ser dividido entre os candidatos.
Ou seja, poderiam estar ai dois conceitos muito nítidos numa mesma expressão remover: pagamento e apagamento, quando deveria ser uma retirada do cargo que, também pelo dicionário da língua pátria significa deslocar, mudar de lugar.
Wanderlei Luxemburo,que escolheu Palmas para criar os netos e optou pelo Tocantins por paixão (com o dinheiro que tem poderia fixar-se em qualquer lugar no planeta), com centenas de milhares de horas de vôo de asa delta, milhares de noite na região boêmia da Lapa ou no Amarelinho e conhecedor da malandragem carioca e da alma dos jogadores boleiros não passou recibo na ação do VAR colombiano-brasileiro e disse que não se candidatará.
Tipo assim: é isso aí mermão, você é vacilão, mas estou zero bala. Mas pega a visão mano.Obviamente, com doutorado na malandragem carioca, vai é fazer o Samba do Amastha que reescreve o Samba do Arnesto do grande Adoniran Barbosa: não foi ao Braz porque sabia nao encontraria ninguém.
Sei não, mas nesta aí Wanderlei Luxemburgo, perdendo, talvez tenha ganhado de Amastha (seria apenas uma questão de tempo a visão dos resultados) porque o expôs e a seus métodos de forma cristalina. Politico supera saber que é enganado, mas não tolera que a população o enxergue como o último a saber.
Dai, na verdade, chegarmos à conclusão: Amastha, projetando-se no futuro, talvez quisesse mesmo eliminar e não somente deslocar Wanderlei de posição. E convenhamos com este negócio de substituição, Amastha entenderia menos que Luxemburgo.


