PT nem mesmo assumiu o governo e já começa a fazer lambanças militantes. Lula viajou à COP 27 com um empresário preso em 2020 (proprietário da aeronave e dono de uma das maiores corporações do país) e as críticas da imprensa – para uma deputada federal petista do RJ – seriam orquestradas.
É óbvio que um pouco de bom senso e menos arrogância favoreceriam Lula (e o PT) a, como qualquer cidadão comum, enxergar na carona companheira empresarial uma impropriedade para um presidente eleito e a dois meses da posse no cargo.
Ainda que não exista, a priori, conflitos legais, a imoralidade é inconteste diante do confronto entre os interesses do setor onde atuaria o empresário (saúde) e os R$ 146,4 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde a ser administrado pelo presidente amigo caroneiro no próximo ano.
Lula tem segurança federal, poderia ter se deslocado em vôo comercial, como muitos o fizeram. Mais não bastasse, poderia ter reivindicado o pagamento de um jatinho ao consórcio de governadores que lhe fez o convite à COP 27. Ou até feito um empréstimo para bancar o deslocamento.
Preferiu a comodidade do jatinho lobista empresarial e à anacrônica idéia de que só o pensamento petista é um imperativo moral do país. É o princípio marxista-leninista petista de que é o portador da moral universal.
Para a militância, Lula estaria sendo espontâneo e impulsivo. E que a imprensa estaria alimentando o ódio.
É! Pois é! Lula e o PT nem tomaram posse ainda da Presidência mas já indicam querer tomar posse de algo mais.


