Quando os chineses espirram, a economia do Estado pega resfriado. A China decidiu retomar compra de carne do país. As importações estiveram suspensas por eventos da Vaca Louca colado no Tocantins. Bem ali no Pará.
Lula adiou, por causa de uma pneumonia, sua viagem ao país asiático. Congelou negócios de bilhões de reais entabulados por empresários brasileiros com os chineses e que seriam oficializados esta semana.
Dos US$ 3,08 bilhões (R$ 16 bilhões) que o Estado exportou no ano passado, o equivalente a US$ 1,60 bilhões (R$ 8 bilhões e 394 milhões na cotação desta segunda) tiveram destino o mercado chinês (51%). Ou seja, só a China é responsável por 20% do PIB estadual.
É de longe o maior mercado (1,4 bilhão de pessoas) para as commodities do Estado. Só compra mais que a Espanha (US$ 382 milhões no ano passado).
A China compra, em maior volume, a carne e a soja. O Estado é o maior exportador de soja do Norte do país. E o terceiro maior produtor de arroz do Brasil.
É o terceiro rebanho e terceiro maior exportador de carne do país. Sendo que 25% são criados por confinamento, dependente de grãos/ração.
Apesar disso tudo aí, parece fazer falta movimentação política estadual (exceção às isenções fiscais) proporcional à dimensão dos produtos/exportação.
Nas circunstâncias atuais em que uma das pautas da agenda de Lula com os chineses é o uso de áreas de pastagens degradadas. A conversão de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas cultiváveis.
Um projeto de US$ 100 bilhões (R$ 525 bilhões) com os chineses.


