Deve ser anunciado nesta terça o novo Ministro do Turismo. Uma troca de nomes que pode não influenciar nos apoios unânimes do União Brasil ao governo do PT nos projetos no Congresso. E a avaliação é dos próprios parlamentares e lideranças do partido.
É provável que a alteração no Ministério não opere mudanças na relação da pasta com o governo do Tocantins. E o Estado permaneça atuando no setor com seus próprios esforços e recursos financeiros, vez ou outra fomentando parcerias privadas.
O turismo no Estado, com efeito, ainda é observado pela perspectiva de atividade meio, quando o seu potencial impele a dedução de que seria mais uma finalidade: um investimento.
E isto provocasse o poder público a dar-lhe, do ponto de vista orçamentário, uma maior atenção. Para 2023, a Secretaria de Turismo e Cultura (antes de ser desmembrada) tinha um orçamento anual de R$ 30,8 milhões.
O governo, não sem bons motivos, repete, assim, nesta terça a práxis de anos: lança uma temporada de praia nos rios do Estado. Dias atrás, em parceria com o Sebrae, deu início ao Tocantins + Turismo e promete desenvolver ações na Serras Gerais, Jalapão e Serras e Lagos.
Projetos que não tem melhor resultado pelas circunstâncias e escassez de recursos. E não por gerência ou falta de projetos ( o próprio secretário, Hercy Filho, já ocupou o cargo de Ministro do Turismo por seis oportunidades) e não se pode dizer que não tenha propriedade e conhecimento para administrar o setor. Fala-se em entregar parte à iniciativa privada. Mas tem os obstáculos ideológicos.
Por outro lado, há resistências anacrônicas à terceirização das atrações turísticas e culturais. Diferente do que ocorre nas demais unidades da federação que já entenderam:1) o poder público carece de recursos para investimentos até na saúde e educação e 2) a iniciativa privada tem os recursos e administra melhor o setor, como se dá em outros Estados. Bastaria o estabelecimento de regras públicas e claras aos empresários. Os órgãos fiscalizadores cumpririam o seu papel. Os casos são inúmeros.
E aí, até a equalização entre a ideologia e a exploração turística (que gera empregos e movimenta a economia), o Estado vai dependendo das oscilações de poder político de sua bancada no Congresso.
E que no caso do União Brasil (que comanda o Ministério) é uma senadora e um deputado federal. Num Senado de 81 parlamentares e uma Câmara de 513 deputados. Ou seja, 1,2% dos votos no Senado e 0,19% dos votos na Câmara.
Um ativo político incapaz de traduzir, no governo federal, com propriedade e força, o potencial turístico-econômico do Estado que pode se transformar em uma indústria mais lucrativa do que o agronegócio. E de forma limpa, sem desmatamento ou degradação do meio ambiente. Pelo contrário.


