Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Lula reúne prefeitos e vassalos em BSB para alavancar sua aprovação. Crise nas prefeituras não é problema de grana. Prefeitos do Estado já receberam da União em dois anos de Lula 74% do que tiveram nos quatro de Bolsonaro, registra CGU

12/02/2025 285 visualizações

A farra de prefeitos, parlamentares e assessores continua no DF até quinta.

A justificativa do governo federal é aproximar os novos prefeitos do governo federal e firmar o pacto federativo para reunir até amanhã na Capital da República a vassalagem dos Estados.

Balela. Lula enfrenta desaprovação de 51% ao seu governo (pesquisa Atlas/Intel de ontem).

E prefeitos e deputados querem mais grana para, pelo menos, não atrapalhar Lula até 2026.

Os números indicam que as crises nas prefeituras decorrem simplesmente de má gestão ou desvios criminosos.

O Estado do Tocantins (bancada congressista e de prefeitos majoritariamente bolsonarista) teve nos dois anos e um mês do governo Lula 3 transferências de R$ 21,3 bilhões. Destes, R$ 7,3 bilhões diretamente aos municípios.

O valor já é 74% de tudo que o governo Jair Bolsonaro repassou ao Estado nos quatro anos de administração bolsonarista: R$ 29,4 bilhões (R$ 10 bilhões para os municípios). Os números são da Controladoria Geral da União.

Já as emendas parlamentares (de bancada e individual), no governo Lula 3 somaram R$ 1,134 bilhões (R$ 937 milhões para municípios). É quase os R$ 1,191 bilhões do quadriênio de Bolsonaro (R$ 896 milhões para municípios).

Neste período aí (2019 a 2025) a população do Estado foi reduzida. Em 2019, a estimativa do IBGE era de 1 milhão e 572 mil pessoas. O censo encontrou apenas 1 milhão e 511 mil pessoas. Ou seja, em tese, não teria havido aumento de demanda.

Mas os prefeitos e parlamentares estão há três dias por conta do contribuinte comendo e bebendo na Capital da República.

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