Separassem ideologia política de governo público, parlamentares e chefes de Executivo (estadual e municipais) teriam, nos cargos, outra inflexão a nortear-lhes que não conceitos distorcidos de direita e esquerda que seguem às cegas após o bolsonarismo.
No governo atual do PT a União mandou para o governo e municípios do Tocantins no ano passado (dados atualizados até 15 de janeiro de 2024) o montante de R$ 9,819 bilhões de transferências constitucionais. E outros R$ 618 milhões de emendas parlamentares individuais e de bancada no Congresso. Soma: R$ 10,417 bilhões em 2023.
No governo anterior (de Jair Bolsonaro) a União repassou a Estados e municípios em 2022 o valor de R$ 9,355 bilhões e outros R$ 234,6 milhões de emendas parlamentares. Soma: R$ 9,589 bilhões em 2022.
No ano de 2021, Jair Bolsonaro mandou para o Estado e municípios do Tocantins R$ 7.045 bilhões e outros R$ 329 milhões de emendas de bancada e individuais. Soma: R$ 7,374 bilhões.
Disto se tem que deputados e senadores bolsonaristas (a bancada do Estado foi toda eleita no palanque de Jair Bolsonaro) tem tido maior atenção do adversário que combateram do que propriamente do líder que ainda hoje acompanham.
Uns sadomasoquistas considerados os resultados das urnas e a situação de pobreza do Estado. E as tentativas diárias do ex-presidente de implantar uma ditadura no país que, no limite, detonaria o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Afinal, não há ditadura pela metade.


