Nas redes sociais se divulga com jeito indisfarçável de bravata as declarações do candidato petista João Vilela que teria tratado como fujona a prefeita Cínthia Ribeiro por esta optar pela não participação em um debate televisivo na sexta.
Que bom que o PT mudou de posição ainda que retrocedendo. Pelo menos dá esperança de que não é refratário a mudanças e, quem sabe, parte da militância (e das lideranças) abandone de vez as idéias seculares e reacionárias do stalinismo/leninismo que só encontram correspondência em João Vilela no que tem de contradição.
Afinal, um genuíno produto do capital trasmutar-se em força de trabalho é um exercício (ainda que retórico) de pura alquimia. Mas ele se movimenta sem resistência no partido porque, certamente, no paradoxo que expõe na essência e substância político-partidária petista, não está só.
Vilela, agora, dá razão a que as pessoas (petistas e não petistas) entendam que, mesmo tardiamente, o PT tenha reconhecido que Lula era um fujão" quando em 2006 optou por não participar do debate na TV Globo, justificando desta forma:
Devido ao "Grau de virulência e desespero de alguns adversários, que estão deixando em segundo plano o debate de propostas e idéias, para se dedicar, quase exclusivamente, aos ataques gratuitos e agressões pessoais". Perdi alguma coisa ou não é a mesma coisa alegada por Cínthia?
Aliás, essa obrigação de participar de debates e reuniões tem apresentado ineditismos: em Miracema, uma candidata faz reuniões com uma cadeira vazia ao lado. A idéia macabra dos marqueteiros (ou sei lá de qual gênio da lâmpada) é que a candidata como que psicografaria as propostas do marido, prefeito da cidade assassinado no exercício do cargo.
E o pior é que tem dado certo a aposta no que a população tem também de macabro: interesse por tragédias que Nietshe dizia ser proveniente do alívio que as pessoas sentem quando a contemplam justamente por não serem as protagonistas da dor.
Dai a necessidade de observarem de perto cadáveres e a profusão de compartilhamento de fotos de acidentes e vítimas nas rede sociais.
Como disse: Vilela não está só apenas no PT.


