Sábado, 24 de Out de 2026

Lula ganha de Bolsonaro no Estado, conforme IPEC e Wanderlei, pelo ex-Ibope, tem 40% contra 17% de Dimas e 8% de Irajá e Mourão. Isto explica porque o PT quer pintar Wanderlei de Bolsonaro, quando União Brasil de Dorinha tem candidato a presidente

05/09/2022 958 visualizações

No debate na TV Record/Fieto, o candidato petista ao governo Paulo Mourão pressionou o governador Wanderlei Barbosa a esclarecer à população se é um candidato bolsonarista ou não.

A pergunta tinha objetivos claros: a Ipec/Ibope (conforme o UOL ontem) coloca o Estado dentre as 15 unidades federativas onde Lula venceria Bolsonaro: 46% a 39%.

A pergunta enquadraria ideologicamente Wanderlei já que Lula declarou Paulo Mourão como o seu candidato. Favorecendo, claro, na tese, desvio de votos do governador ao candidato petista.

Óbvio que haveria controvérsias na indagação quase afirmativa, dado que o clã Bolsonaro veio ao Estado para o palanque de Ronaldo Dimas.

E como pelo Ipec/Ibope (conforme o UOL), Wanderlei tem 40% e Ronaldo Dimas, 17%, Irajá (8%) e Paulo Mourão (8%), a estratégia do governador de não escolher lado teria resposta nas pesquisas de intenção de votos.

Ademais, como mostrei ontem, Wanderlei Barbosa tem sido impulsionado financeiramente pelo União Brasil (R$ 5,2 milhões/98,5% dos valores arrecadados até 30 de agosto). E o União Brasil tem uma candidata a presidente, a senadora  Soraya Thronicke, que prega o imposto único.

Aliás, o União Brasil projeta eleger dez governadores nas eleições deste ano. Ou seja, a pergunta do debate não teria outro sentido que não levar Wanderlei para o palco de Bolsonaro quando sua base partidária (e que o financia com o fundo eleitoral) tem candidato próprio ao Palácio do Planalto.

Uma das poucas decisões inteligentes dos marqueteiros de Wanderlei Barbosa no debate. Isto é, se o conselho deles tivesse partido, coisa que duvido, dada a formação alienígena do grupo publicitário da campanha que levou um candidato ao governo a um debate sem qualquer treinamento, sem ouvir os marqueteiros regionais e até primário, como o pior momento do governador no debate quando não soube responder ao senador Irajá Abreu o número de secretarias de Estado que administra.

De outro modo: os adversários já sabem o ponto fraco de Wanderlei que sugere preocupar mais o Governador com política deixando a administração por conta dos Secretários. Não conhecendo que uma coisa não vai para a frente sem a outra, no gogó mal ajambrado. E pesquisa é pesquisa. O já ganhou é irmão siamês do já perdeu.

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