Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Lula e o PT parecem retornar ao que de fato são: reacionários na ideologia e refratários a considerar a coisa pública como pública e não partidária-privada!!

27/07/2023 626 visualizações

O PT não muda. Lula também não. Dá evidências de que vai arreganhar os dentes para dar à administração pública o rosto ideológico petista, aquele mais reacionário possível: quer mandar o ex-ministro Guido Mantega para a Vale e ex-presidente do Ipea (no governo Lula), Márcio Pochmann, para o IBGE.

Mantega foi coveiro do governo Dilma. Deixou um país arrasado pela recessão. E Pochmann quase destruiu o Ipea, tentando manipular indicadores para beneficiar o governo Lula.

É do "gênio"  o pensamento de jornada de trabalho de 4 horas por dia, em três dias na semana e que o PIX seria parte do receituário liberal para converter o real ao dólar, "condição perfeita para o protetorado dos EUA"!!

Ambos, Pochman e Mantega, um retrocesso formidável, mas expõe o pensamento de Lula de interferir no mercado (queria mandar na Vale mesmo privatizada, fez a empresa demitir seu presidente Roger Agnelli, lembram-se?) e favorecer seus indicadores sociais.

Alterações políticas nos dados do Censo do IBGE, por exemplo, desmoralizam os indicadores e, portanto, a seriedade do Instituto que capta números fundamentais do país.Favoráveis ou não a governos.

Já a Vale, que é uma empresa privada, teve um lucro de R$ 95 bilhões no ano passado. Imagina-se o quê uma mão do governo no bolso da empresa o faria. E se de Mantega, pior ainda.

Não se espante se o próximo passo de Lula e o PT não for incentivar parlamentares a voltar a discutir intervenção nos veículos de comunicação que, eufemisticamente, denominam como controle social da mídia/meios de comunicação. Algo que o PT tentou em governos anteriores.

As circunstâncias da terceira eleição do presidente, entretanto, seriam, em condições normais, motivação a mais prudência que providência nas hostes petistas e lulistas.

O Brasil, como é notório, não elegeu Lula e o PT. E sim derrotou por pequena margem de votos o projeto anti-democrático de Jair Bolsonaro. Está aí a sopinha de letras partidárias no Congresso a conduzir o Presidente.

No Tocantins, por exemplo, apesar de eleger Lula, o eleitor mandou para o Congresso uma bancada de deputados federais e senadores 100% bolsonaristas. E elegeu um governador de partido (Republicanos) do arco de alianças do ex-presidente. Pode-se até contra-argumentar que fossem de direita e não de extrema direita como Jair.

Mas ainda assim em oposição ao petismo e às idéias reacionárias de um socialismo e comunismo chinfrin que ainda povoa a cabeça não só de Lula, mas de muitos petistas fincados num passado que se deveria enterrar, como aos ditadores de esquerda que mataram milhões como Fidel Castro ou Stalin, pretextando defender o comunismo/socialismo que, em absoluto, é referencia de regimes democráticos.

Apesar disso, Lula e o PT tentam aproveitar-se do resultado das eleições de 2022 para resgatar os conselhos de fábrica do italiano Antônio Gramsci (e seu Cadernos de Cáceres), que os petistas herdaram dos comunistas brasileiros do início da década de 60.

E que produziu até mesmo como estratégia para o socialismo a constituição de trabalhadores em classe hegemônica e dominante do poder de Estado.

Ou seja: o PT insiste, mesmo após o resultado das eleições, na hegemonia e dominação do poder de Estado pelos petistas.

O resto, seria o resto.

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