Pronto: para o STF Lula é elegível. Caso do acaso o ex-presidente só não será candidato no próximo ano se ocorrer-lhe outra condenação em segunda instância.
Lula presidente muda o cenário partidário das eleições de 2022 não só no país, mas no Estado, o que dá à filiação do governador Mauro Carlesse ao PSL, antecipadamente, indicativo de que já tivesse seu grupo e ele fosse inalterável.
Ou que o êxito de sua candidatura a Senado independesse de outros fatores. Não que se pensasse em Carlesse num palanque com Lula mas a dança dos partidos é fundamental em definições políticas. E o prazo de filiações vai até março do próximo ano.
Sendo assim, Mauro Carlesse estaria antecipando que em 2022 irá de Jair Bolsonaro que foi derrotado no Estado na eleição passada pelo candidato do PT, Fernando Hadad.
A polarização Lula/Bolsonaro (sem partido mas que pode retornar ao PSL), deverá, entretanto, levar dificuldades a Carlesse com outros bolsonaristas como o senador Eduardo Gomes, o ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, junto com o ex-prefeito de Gurupi, Laurez Moreira. Ou seja: grupo bolsonarista dividido.
Cinthia Ribeiro pode ficar ao lado de Carlesse, dada a aliança recente e os problemas do PSDB com a polarização PT/Bolsonaro.
A candidatura de Lula, por outro lado, deve juntar num mesmo balaio a senadora Kátia Abreu, o senador Irajá Abreu, o ex-deputado Paulo Mourão, o deputado Célio Moura, ex-prefeito Carlos Amastha, ex-prefeito Raul Filho e ex-governador Marcelo Miranda. Com possibilidade também da deputada Dorinha Seabra.
Não é café pequeno.


