Sábado, 24 de Out de 2026

Luana Ribeiro dá tintas à inescrupulosa movimentação político-partidária eleitoral no Estado como relação entre amigos

04/06/2022 724 visualizações

Do ponto de vista ideológico, é acintosa a demonstração de apoio que tentaram passar esquerdistas e direitistas à deputada Luana Ribeiro no seu batismo no PCdoB na última quinta.

Apoio que não se imagina a quê ou por qual motivo se deu. Isto porque Luana é candidata a reeleição e nos cargos proporcionais não é permitida coligação. E na majoritária não haveria qualquer conexão entre PSB, PSC e a federação PT/PV/PCdoB.

Um encontro político, portanto, sem caráter de seriedade partidária. Um cafezinho entre confrades que até bem pouco tempo eram oponentes do ponto de vista partidário.

Os esqueletos de João Amazonas (PCdoB) e Prestes (pecebão soviético) devem ter sacudido os ossos. É possível que não imaginassem tamanha degradação.

Amazonas e Prestes brigaram porque o primeiro queria um partido comunista no país, mas com jeitão brasileiro. E o segundo, uma franja do soviet stalinista. E o que dizer do professor Miguel Arraes e seu sociaismo e luta contra a ditadura?

Hoje no Estado o PCB (de Prestes) virou Cidadania/Eduardo do Dertins (apoiando Wanderlei Barbosa/Republicanos/Bolsonaro) e o PC do B (Luana/Olintho Neto/ambos ex-Arena) com o PT (Lula). Já o PSB, para reafirmar a contradição, é encabeçado pelo capitalista Carlos Amastha.

Se o PT tem, circunstancialmente, razões pragmáticas muito embora contrariando seus princípios programáticos (afinal compôs uma federação partidária eleitoral com o PCdoB) o mesmo não se pode dizer de Osires, Luana ou Amastha. Olintho Neto, outro ex-Arena, não teve a coragem de Luana.

Já Osires Damaso (PSC), defensor de Jair Bolsonaro estava ali justamente para realçar a falta de compromisso e seriedade da sociedade política.

Damaso é candidato ao governo pela base bolsonarista que enfrentará os petistas (agora com  Luana).  E regionalmente enfrentar o candidato petista ao Palácio Araguaia, Paulo Mourão.

Todos já não precisavam de esforço algum para expor ainda mais suas contradiçoes posto que a própria filiação de uma parlamentar com o perfil de Luana ao partido comunista já seria demonstração inequívoca de desvio e desrespeito ao voto até aqui concedido.

Especialmente à deputada por suas posições diretistas diametralmente contrarias ao que deverá defender nas eleições deste ano, na mecânica dos sentidos.

Ah LA, mas todos estavam ali por amizade. Ora, ora, Pois,pois. Então quando os deputados se unem como amigos para aumentar impostos, criar leis que os beneficiem e aos endinheirados, tudo seria, então, uma relação de amigos.

Do outro lado, desta forma, estariam os inimigos. Como só uma minoria de política reuniu-se com a deputada ex-tucana, a maioria que ficou de fora e a população, na tese que poderia se propor a partir da falta de compromisso ou do desvio de leitura dele, seria esta parte excluída, portanto composta de inimigos e adversários.

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