Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Lógica ilógica de receitas e despesas do Executivo: parcela desapropriação de salários do subteto e cria reajuste a policiais civis sem implicações no PCCR da categoria, elevando déficit do Igeprev e das despesas.Vai entender!!

15/12/2025 1559 visualizações

Não há muita lógica nas ações parlamentares e governamentais.

Hoje o Executivo pode anunciar a decisão de encaminhar MP do teto único.

Diferente do acordo combinado (100% em janeiro), a PEC deve instituir duas parcelas: 85% para abril e o restante para junho de 2026. Ou seja: só em junho que o governo não mais se apropriará dos salários.

Explicação: o governo não poderia fazê-lo conforme o acordo porque aumentaria as despesas.

Uma mentira, claro, porque os salários são contabilizados no valor bruto sem a apropriação.

E para carimbar que sua preocupação não é com despesas, o governo autorizou, no embalo, um reajuste real de 7% para os policiais civis.

Como esse reajuste não interfere no Plano de Cargos e Salários, não implicará, portanto, no reajuste das contribuições ao Igeprev.

De outro modo: deixar de apropriar-se dos salários (que não é despesa) virou despesas.

E novas despesas que são novas despesas vão criar outras novas despesas para o Igeprev nas aposentadorias. Sem novas receitas.

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3 Comentário(s)

Gino Machado de Oliveira 15/12/2025

Ótima matéria! A situação referente à remuneração dos servidores públicos do Tocantins impactados pelo teto único tem gerado discussões. Observa-se uma recorrência de padrões na gestão pública estadual, conforme apontado na matéria de Luiz Armando Costa (Política & Acessórios) em referência. Essa situação suscita questionamentos sobre a valorização do trabalho dos servidores. A questão transcende aspectos meramente numéricos e temporais, envolvendo a percepção de falta de transparência e de consideração por parte das gestões em relação aos servidores, especialmente quanto à justificativa sobre o uso de recursos relacionados aos valores retidos. 1. Propostas para a Integralização Salarial. A discussão centraliza-se nas propostas apresentadas para a integralização salarial. Havia um acordo inicial para a integralização salarial em janeiro de 2026, conforme noticiado na Matéria em referência. Essa proposta inicial visava corrigir a distorção salarial em um prazo considerado adequado. Uma segunda proposta dos servidores estabelecia um escalonamento de 85% a partir de 1º de janeiro de 2026 e 100% a partir de 1º de abril de 2026. Esta segunda proposta foi considerada pelos servidores como uma solução alternativa em um contexto de negociação. No entanto, a Matéria em referência apresenta uma informação diferente, relatando que: "Diferente do acordo combinado com o governo (100% em janeiro), a PEC deve instituir duas parcelas: 85% para abril e o restante para junho de 2026. Ou seja: só em junho que o governo não mais se apropriará dos salários." Em 2026, ano eleitoral, surgem questionamentos sobre a legalidade de tal proposta do governo, dadas as limitações impostas pela Justiça Eleitoral a partir de 5 de abril. A proposta tem sido interpretada por alguns como uma tática para desviar a atenção. 2. A Retenção Salarial e a Transparência Financeira. As justificativas apresentadas pelo governo para a não integralização imediata dos salários têm sido objeto de crítica. A alegação de que a integralização imediata resultaria em aumento de despesas é contestada pela Matéria em referência, que afirma: "Uma mentira, claro, porque os salários são contabilizados no valor bruto sem a apropriação." A recorrência de tais justificativas suscita discussões sobre sua consistência. Argumenta-se que não há impedimentos técnicos, orçamentários, financeiros ou previdenciários substanciais para a integralização imediata dos valores. A retenção de parte dos salários por aproximadamente quinze anos tem sido interpretada como uma forma de receita para o Estado, com questionamentos sobre a transparência de sua destinação. Questiona-se a destinação desses valores ao longo dos últimos quinze anos e a ausência de transparência sobre sua aplicação. A ausência de explicações detalhadas sobre a destinação desses recursos levanta preocupações em relação à probidade e moralidade na gestão pública. A análise das ações governamentais revela aparentes contradições. A matéria jornalística destaca essa percepção de inconsistência: "E para carimbar que sua preocupação não é com despesas, o governo autorizou, no embalo, um reajuste real de 7% para policiais civis. Como esse reajuste não interfere no Plano de Cargos e Salários, não implicará, portanto, no reajuste das contribuições ao Igeprev." Observa-se uma dinâmica que tem sido descrita como uma "lógica ilógica de receitas e despesas do Executivo" na Matéria em referência. A interrupção da retenção de salários, embora previstos no orçamento bruto, é apresentada como um desafio financeiro. Simultaneamente, a concessão de reajustes salariais a outras categorias, sem aparente contrapartida previdenciária imediata, ocorre sem a mesma visibilidade. A matéria jornalística sintetiza essa situação da seguinte forma: "De outro modo: deixar de apropriar-se dos salários (que não é despesa) virou despesa. E novas despesas que são novas despesas vão criar outras despesas para o Igeprev nas aposentadorias. Sem novas receitas." Essa aparente inversão de prioridades tem sido interpretada como uma escolha política que mantém uma determinada situação, levantando questões sobre os beneficiários e o impacto sobre os servidores. A preocupação é que o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (IGEPREV), que já enfrenta desafios, possa ser impactado negativamente por decisões que afetam seu equilíbrio financeiro e sustentabilidade de longo prazo. 3. A Proposta Governamental e suas Implicações. Nesse contexto, a proposta governamental tem sido avaliada, por alguns, como questionável em termos de princípios éticos e motivações. Argumenta-se que o parcelamento e a postergação da integralização de direitos já reconhecidos carecem de justificativa sob a perspectiva da equidade e do respeito aos servidores. Levantam-se questões sobre quem se beneficia da manutenção da retenção de salários e do adiamento da integralização, com a percepção de que os servidores não são os principais beneficiados. A persistência dessa "lógica ilógica" suscita indagações sobre os interesses envolvidos e o impacto na estabilidade financeira das famílias dos servidores. A proposta atual, caracterizada por datas flexíveis e justificativas contestadas, tem sido interpretada como uma estratégia para desviar a atenção da questão principal e da ausência de prestação de contas sobre os valores retidos. Essa abordagem é vista como um meio de prolongar a espera, o que pode levar à diminuição da mobilização ou ao foco em questões secundárias. A discussão prioritária, segundo a visão dos servidores, deveria ser a restituição imediata e a total transparência sobre o uso dos salários retidos, em vez de um novo cronograma de pagamentos que continua a gerar insatisfação. A relevância de matérias jornalísticas como a da "Política & Acessórios", de Luiz Armando Costa, é destacada para a transparência e o debate público no Tocantins. Essa matéria contribui para expor as dinâmicas políticas, muitas vezes utilizando uma abordagem que destaca as contradições por trás de justificativas técnicas, que podem levar à manutenção de situações de desigualdade. A capacidade de evidenciar as contradições nos discursos oficiais é considerada benéfica para a população e os servidores, promovendo uma análise crítica das narrativas apresentadas. Para os agentes públicos (servidores públicos) familiarizados com a administração estatal, essa situação gera preocupação. A percepção de ineficiência e de intenções questionáveis, atribuídas à "dificuldade orçamentária", impacta negativamente a confiança na administração pública e na classe política. Solicita-se o cumprimento dos direitos, com ênfase na transparência e na integralização imediata dos valores devidos. O tema permanece como ponto de atenção e mobilização.

Juscelino Carvalho de Brito 15/12/2025

Bom comentário, parabéns jornalista Luiz Armando.

D. Neto 15/12/2025

7% para a polícia civil aumenta sim as despesas com salários, agora a PEC do teto constitucional único não tem impacto nenhum nas despesas, o acordo era para 85% em janeiro e 100% em abril ai vem o governador mudar o acordo, chega de confisco de salário, dar aumento real de 7% para uma única categoria pode agora parar de confiscar o salário de várias categorias não pode agora, sei não até quando vai essa enrrolação

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