Desperta atenção na entrevista concedida por Carlos Amastha ao podcast Cerrado Dinâmico, não só o conteúdo e verborragia do colombiano, mas a própria dinâmica de perguntas e respostas.
Dado momento em que Amastha discorre sobre a Porto Nacional “desgraçada” – é a maior desgraça do Tocantins, explodiu o colombiano -, os entrevistadores, sob gargalhadas, replicam: “show”. Para depois retrocederem: “pega leve com nosso Porto”.
Amastha pode pensar e verbalizar o que quiser, é livre sua expressão como livre é a vontade do eleitor portuense para escolher o seu candidato.Assim como a explosão mereceria ser confrontada por fundamentada em falácias e sofismas malabares. Sem qualquer resistência de princípios e números.
Postado nas redes sociais sem as explicações e contrapontos devidos, deu-se como Jair Bolsonaro no cercadinho. As redes sociais de Amastha (que tinha seu próprio esquema aliado desde a campanha de 2012 e o manteve na prefeitura) devem ter degustado com prazer.
Ainda que a declaração escandalosa atinja não só a população da cidade, mas seu direito de escolher seu representante e até de errar e escolher de novo que o colombiano parace não aceitar e considerar uma desgraça a liberdade de expressão do voto. O estado democrático de direito.
Tem, o eleitor, a cada quatro anos, oportunidade de trocar de político. O voto lhes dá a prerrogativa de escolher o seu político de estimação. E é isto que Amastha (sem qualquer intervenção dos entrevistadores) sugere querer mudar.
Seria desgraçada a população portuense por escolher os políticos errados e, subentende-se, ignorar os políticos certos que, por lógica, seriam aqueles por ele indicados.
Na régua colombiana (considerada a última eleição estadual/2018) a desgraça da cidade seria 68,74% dos eleitores (29 mil e 479 eleitores de 42 mil e 885/TSE/22) que não votaram nele para governador.
Ou os 68,81% dos eleitores do Estado (hoje 752 mil votos) que não lhe dedicaram confiança para governar o Tocantins em 2018.
Osires Damaso terá que mandar um “por que não te calas” ao colombiano se quiser ter alguma chance.


