Vamos lá."Artiguei" ontem sobre o R$ 1,3 bilhões do BNDES para as concessões de 35 parques no pais. Toda vez que toco no assunto, assessores palacianos apontam o dedo: tá vendo, ele é contra o Governador. Wanderlei, como se sabe, decidiu acabar com o processo de concessão de parte do Jalapão no meio das audiências públicas.
Caros, não é porque Wanderlei Barbosa tem conseguido segurar as pontas no terceiro governo interrompido pelo Judiciário no Estado que tudo dele proveniente seja benéfico à população.
O governdor interino tem, na medida do possível, feito um governo satisfatório e se apresentado mais próximo da população que representa. Corre contra o tempo no que está sujeito a deslizes comuns na pressa que, não raro, o submete ao escrutínio eleitoral. Mas, regra geral, é um bom governo.
O cancelamento da concessão de parte do Jalapão, com efeito, sob a justificativa apresentada e o contexto estadual e nacional é um desses equívocos monumentais. Vai na contramão de tudo.
Quer ver: ontem, enquanto a imprensa (Gazeta do Cerrado) publicava reclamação de moradores de São Félix sobre a falta de recolhimento de lixo (lixão a céu aberto) o BNDES divulgava parceria com o governo do Amapá (16 municípios), também ontem, para gestão de resíduos sólidos. O BNDES tem recursos para investir R$ 3 bilhões nos próximos anos em saneamento básico. Tudo em concessões públicas como seria a do Jalapão..
No Jalapão, como é lógico deduzir, aqueles que arregimentaram militantes e quilombolas para sensibilizar população e governo com falácias contra a concessão (e em favor dos seus interesses), são responsáveis, em larga medida, pelos lixões naqueles municípios. Situação que se reproduz nas demais cidades da região e o poder público sem recursos para atacá-la. Está pleiteando empréstimo no BB para recuperar estradas.
Se não tem idéia, sigamos um raciocínio prosáico:imagine 300 camionetes Pajero com cinco pessoas em cada uma (1.500 pessoas), - são 40 mil turistas ao ano - com cargas de lanches empacotados, caixas de sucos, garrafas de água, latas de refrigerante, latas de cerveja, garrafas de longneck no bagageiro e depois retornando vazias!!!! Onde ficou esse lixo!!!!! Depositados nos tambores das pousadas!!! E vai para onde?
Esse pessoal aí é que fatura algo em torno de R$ 120 milhões por ano. A grande maioria sem pagar imposto algum. Imposto que faz falta na recuperação das estradas e no recolhimento do lixo que é feito por caçambas improvisadas em meio a festivais de urubus. E que ganharam folego com a militância e o governo em ano de eleições.
Um custo ambiental irreversível. Mas para eles está tudo bem! Nosso Jalapão estaria preservado dos leões capitalistas e exploradores de nossa colônia.


