Os petistas do Estado fazendo revisionismo do marxismo-leninismo de sua gênese: por iniciativa de um de seus históricos, o deputado federal Célio Moura, reuniu-se ontem em Brasília (DF) com o ex-prefeito Carlos Amastha, pré-candidato ao governo em 2022. Amastha é presidente regional do PSB.
Da reunião teria participado também o ex-presidente regional do PT, Donizetti Nogueira. Na nota divulgada, não se informa o paradeiro do atual presidente regional do PT, Zé Santana. De outro modo: a conversa com Amastha teria um freio de mão: a outra corrente petista majoritária no Estado.
E não sem razão: a corrente que propõe conversar com Amastha segue, teoricamente, o marxismo-leninismo que tem como uma das premissas básicas considerar o proletariado como a vanguarda de uma luta para derrubar o capitalismo.
Mas que faz uso de práxis explicitamente contraditória, ao buscar aliar-se justamente a um dos maiores expoente do capital. E que a memória e a lógica não indicariam, por princípio, qualquer elemento comum programático entre eles. Mas quem importaria com princípios, não é verdade!!!
Como Amastha declarou um patrimônio de R$ 18 milhões (eleições/2012), mais R$ 21 milhões (eleições/2016) e R$ 16 milhões (eleições/2018), deve ter sua redução nominal de patrimônio considerada pelo marxistas-leninistas que o procuram para um projeto político de poder, como sinal concreto de que Carlos Amastha caminharia a passos largos para os braços do operariado, a tal classe proletária que defende o marxismo-leninismo.
O empresário milionário já estaria quase proletário como um dos seus.


