Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Liderada por governistas, bancada no Congresso só conseguiu liberar 42% das emendas no ano passado e 24% em 2018!!o que torna exagerada reação do governo com oposição no comando!!!

luizarmandocosta 12/03/2020 437 visualizações

Os governistas refluíram da idéia de levar adiante a reação inicial de que a derrota na escolha da senadora Kátia Abreu para liderança da bancada no Congresso tivesse sido uma ação dos deputados Dorinha Seabra e Vicentinho Junior.

Por motivos óbvios: estariam assumindo que tivessem sido derrotados e, mais ainda, empurrando o partido do governador (Democratas) definitivamente para a oposição, dado que presidido no Estado por Dorinha.

E Mauro Carlesse, ao contrário de Jair Bolsonaro, não tem a opção de propor a criação de um partido para chamar de seu. Partidos são organismos nacionais.  Ainda que possa, como titular de cargo majoritário, escolher qualquer partido sem risco de perder mandato.

Na verdade, ao tratar a escolha da liderança da bancada como um front de batalha perdida, os governistas aumentaram a dimensão de perdas políticas que pudessem nela residir, tonificando aquilo que seria um mero movimento tático de parlamentares como a própria estratégia de busca de poder com três anos de antecedência.A Senadora, mais prudente, amplificou que a ordem é ajudar o Estado.

Ademais, o governo executa um orçamento de R$ 10,8 bilhões. Uma presumida (ou presuntiva) decisão da bancada de repassar, em revide ao tratamento que lhes daria o governo, suas emendas diretamente a municípios (como se deduz) retira parte deste orçamento das mãos do governo mas perfeitamente administrável do ponto de vista financeiro.

No ano passado, sob a coordenação do governista Carlos Gaguim, a bancada empenhou no OGU o montante de R$ 327 milhões. Só conseguiu internar no Estado (liquidados e pagos) o equivalente a R$ 140 milhões. Significa apenas 1,5% das receitas realizadas pelo governo no ano passado (R$ 9,096 bilhões). Ou ainda: 1,6% das receitas correntes (R$ 8,5 bilhões).

O desempenho da bancada já foi pior: em 2016, empenhou R$ 132 milhões e só conseguiu liberar R$ 22 milhões. Em 2017, a bancada, coordenada pelo senador Vicentinho Alves (PR, mesmo do agora Vicentinho Junior, mas na época aliado do governo Marcelo Miranda), empenhou R$ 268 milhões e só liberou R$ 89 milhões.

Já em 2018, coordenada pela então governista Dorinha Seabra (Democratas, primeiro partido a declarar apoio oficial a Mauro Carlesse, no então nanico PHS, nas eleições suplementares e gerais), empenhou R$ 264 milhões mas só conseguiu liberar naquele ano R$ 65 milhões.

Como se nota, a reação do governo é que deu relevância exagerada  à eleição (mandato de um ano podendo ser prorrogado) de uma senadora oposicionista na bancada no Congresso. Ou seja: a oposição conseguiu o que queria no seu deslocamento tático.

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