O deputado Leo Barbosa assumiu a presidência do Republicanos na Capital.
Não é apenas uma troca de seis por meia dúzia. O lugar era do deputado federal Ricardo Ayres.
Ayres fez até plano de governo, apresentando-o em reunião com a mídia.
Leo Barbosa é sabidamente aliado de Janad Valcari que é o do PL de Eduardo Gomes e Jair Bolsonaro.
E foi a maior votação do Republicanos na Capital em 2022 (7.193 votos) e a maior do Estado (32.885 votos).
Ou seja, não é de representação que se trata. Por ela, já seria, por mérito, há muito presidente do partido.
Tem com o pai, governador, guardadas certas réguas, relação parecida com a que havia entre Siqueira e Eduardo.
Presidente regional do Republicanos, Wanderlei Barbosa, o governador, faz mesura hoje para um ministro do governo do PT.
E não foi ao evento de Bolsonaro a menos de cem metros de sua cadeira. É cobrado por não ter declarado apoio a Janad. Guarda a relação institucional com cordialidade e prudência.
O PT na Capital faz parte de uma Federação que, se não vai subir no palanque de Janad, tudo indica que não a atrapalhará.
Leo comandando o Republicanos favorece Wanderlei Barbosa a apoiar Janad sem desgastes institucionais. Preservando-se de atritos com Jair e Lula.
Seria uma espécie de “sujeito oculto” Aquele que não se vê, mas sabe-se que ele existe. Leo seria, assim, a sombra da mão que balançaria o berço.
Ah LA, e o nepotismo? Em política o que vale é voto. Cínthia Ribeiro preside o PSDB regional e o marido Eduardo Mantoan na Capital.
Irajá Abreu e Kátia Abreu chegaram a ter dois partidos ao mesmo tempo na família: PSD/MDB e depois PSD/PDT, Siqueira o PFL/PSDB. Ronaldo Dimas o PL e o Podemos. Há muitos outros.


