Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Lélis pré-candidato a prefeito. Tem musculatura política mas pode ter que rever discurso. Do Partido Verde, se abstém de avaliar Bolsonaro e o descaso com a Amazônia!!!

luizarmandocosta 17/07/2020 292 visualizações

O ex-deputado Marcelo Lélis aceitou disputar a prefeitura de Palmas este ano. A decisão foi publicitada na noite de ontem. Convidado, não pude participar por compromissos já assumidos anteriormente no horário.

Depois de oito anos sem direitos políticos, pode ter perdido um pouco da prática (ou de sua postura anterior) como é o caso de ficar em cima do muro sobre avaliação do governo Bolsonaro (Jornal do Tocantins desta sexta), optando por deixar de lado questões nacionais que estão impactando diretamente nos municípios. Intui-se, não queira afastar os eleitores do presidente, mas perde um pouco de sua essência.

Aliás, o Partido Verde, em tese, teria por obrigação ter uma posição diante do desmatamento, queimadas, preocupação internacional e posicionamento do governo federal sobre o assunto. Não custa lembrar que Palmas é capital de um dos Estados da Amazônia.

Mas por sua musculatura eleitoral nas eleições que disputou, não é candidato a ser desprezado. Perdeu para Raul Filho em 2008 por 11 mil votos e para Carlos Amastha por 7 mil votos em 2012. De outro modo: obteve 33,24% dos votos válidos em 2008 e 43,24% em 2012. Foi abatido pela Justiça Eleitoral em plena ascensão.

Nas duas eleições enfrentou problemas no seu grupo político que terminaram influenciando no resultado final, ainda que aparecesse bem colocado nas pesquisas eleitorais. Em 2008, viu o siqueirismo (sua origem) ficar dividido entre ele e Nilmar Ruiz (então no Democratas), que terminou recebendo o apoio do PMDB. Já em 2012, recebeu uma rasteira de Carlos Amastha, que trocou o PV pelo PP na reta da pre-campanha, mas teve ao lado o PMDB. Do ponto de vista eleitoral, enquanto os eleitores da Capital cresciam 18% (2008/2012), Marcelo viu seus votos, no período, aumentarem 21,3% em quatro anos nas duas eleições que disputou. Se aplicarmos esse percentual nos oito anos que ficou fora, ter-se-ia, hipoteticamente, 42,6% dos 176 mil votos dos eleitores da Capital (TRE/2019). Para se ter uma idéia disso, ainda que contabilizando apenas os votos válidos, Carlos Amastha obteve em 2012 (contra Marcelo Lélis) 59 mil e 680 votos (49,65% dos votos válidos) e Lélis 51 mil e 979 votos (43,24%).
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