O governo espera receber até a COP 30 (novembro/25 em Belém/PA) a primeira parcela dos R$ 2,5 bilhões (até 2030) do crédito de carbono projetado com a Mercuria.
A análise foi feita hoje ao Política & Acessórios pelo secretário Marcelo Lélis (Meio Ambiente). A projeção é de R$ 100 milhões nos cofres do tesouro ainda este ano.
O Secretário integra comitiva do governo na próxima semana à Suíça em missão sobre o assunto.
Salientou Lélis que o sequestro de carbono (e os recursos) são bem reais. Ele cita o adiantamento (pela Mercuria) de R$ 5 milhões (dos R$ 12 milhões contratados para estudos) que estão sendo aplicados em sistema do Cadastro Rural Ambiental.
“O CAR é auto-declaratório mas o governo tem que certificar isso. O sistema que já está em testes irá fazer isto”, disse Lélis. O CAR é fundamental no sequestro.
Ele explica que o sequestro de carbono foi aprovados pelos deputados em leis criadas há quase 20 anos (2008).
"Não é algo novo. Não participei do Projeto Canguçu, mas fiz um trabalho semelhante para áreas de Palmas, projeto engavetado pelo ex-prefeito Raul Filho", explicou.
Para Lélis, o produtores e proprietários de terras não serão prejudicados. Explique-se: o carbono sequestrado terá com medida o índice de degradação e desmatamento no Estado.
Os recursos entrariam, assim, nos cofres do tesouro. Mas proprietários de terras podem requerer ao governo o alinhamento: separação do que pertence às suas terras


