.As pessoas vão seguindo como se as outras pessoas não fossem nada. A jornalista Kibb Barreto (que querem que a chamem hoje de Shislene) - aliás tenho uma historia interessante para contar numa dessa viagens de Palmas a Brasília na década de 2000 com a Kibb, ela no aeroporto, a passagem em nome de Kibb e a identidade dela Shislene).
Kibb morreu no HGP na madrugada deste domingo. A Kibb, pelo visto, já esperava o destino quando teria chorado ao ser levada para a sala vermelha do HGP. Lúcida. Chorou. Não estava perto, mas senti, quando soube, como se estivesse. A Kibb e eu sabíamos o que isto significava.
A Kibb fez, há dois meses, o peixe do noivado de minha filha. Um dia feliz, com o deputado Darci Coelho e os amigos Tião Pinheiro e Ivonete Mota na minha casa. Gostava de fazer comida e de conversar. E eu gostava de conversar e de alguém para fazer comida gostosa.
A Kibb já vivia de amigos. Quantas vezes não a ajudei a pagar a conta de luz e água. Assim como muitos amigos o fizeram com a própria Ivonete ou a advogada Angela Marquez, a quem a Kibb chamava apenas de doutora.
Hoje vejo a Assembléia, o governo e tantos órgãos a declararem notas de pesar por sua morte. Quando, em todos, a Kibb foi rejeitada (demitida e não contratada) mais por suas qualidades que por seus defeitos.
Mais que a doença, matou a Kibb a desesperança. Aliás, algo que eu havia cometido avaliar à outra grande amiga sua, a empresária Flor, na feijoada para custear suas despesas. Empresária que se dispunha a abrir uma porta à Kibb. Não deu tempo.
E esse pessoal não se incomoda de amplificar notas de pesar. São uns falsos, diria a Kibb. Não posso discordar.


