Sábado, 24 de Out de 2026

Kátia diz ao blog que tem apoio de quatro deputados. Ainda que não publicitada, movimentação dos parlamentares joga luz nas escolhas palacianas

12/07/2022 800 visualizações

As conversações sobre apoios ao Senado – como apontei aqui no domingo – seguem seu curso, muito embora parte dos deputados as tivessem negado, ainda que refutando o sujeito, deixando entender que também estivessem a afastar o objeto.

Partindo-se da premissa de que 24 deputados seguiram orientação do Palácio no parecer de impeachment de Mauro Carlesse há cinco meses e a quase unanimidade parlamentar publicamente ser da base do Governador, tais conversações – que não o fossem com aliados de Wanderlei e este ainda não decidiu o escolhido para o Senado  - iluminariam um conflito. Puro raciocínio lógico.

Diferente do ex-governador Mauro Carlesse (cuja assessoria não se posicionou ao blog), a senadora Kátia Abreu corroborou ontem as conversações, informando que teria o apoio de pelo menos quatro deputados estaduais.

Seriam três da federação petista (PCdoB, PT, PV) e um da base palaciana. Um problema para a chapa petista que determinou (tanto o PT como o PCdoB) que não aceitará dissenções no grupo.E ainda não fecharam o nome para o Senado.

Deputados segredam que Dorinha Seabra teria perdido para Mauro Carlesse o apoio de seis parlamentares no Legislativo na sua contabilidade que tinha perspectiva de 19 deputados.

Ou seja, praticamente a base palaciana quando Dorinha (mesmo não tendo declarado) é tida, ainda, como candidata ao Senado da chapa de Ronaldo Dimas.

É uma conta que não fecha sem contabilizar fatia de fisiologismo e traição política, muito embora mudanças de rumo representem um direito democrático.

Corolário: ou Wanderlei não terá Senador na chapa e liberou seus deputados ou não teria interesse em elegê-lo, uma opção implausível.

Ou ainda, pelo descarrego do apoio parlamentar, sua candidata ao Senado seria a deputada Dorinha Seabra, abrindo um buraco na candidatura de Ronaldo Dimas que é impulsionada pelo senador Eduardo Gomes.

E o calendário eleitoral não os espera. Na próxima semana abre-se o prazo de convenções partidárias.

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