As conversações sobre apoios ao Senado – como apontei aqui no domingo – seguem seu curso, muito embora parte dos deputados as tivessem negado, ainda que refutando o sujeito, deixando entender que também estivessem a afastar o objeto.
Partindo-se da premissa de que 24 deputados seguiram orientação do Palácio no parecer de impeachment de Mauro Carlesse há cinco meses e a quase unanimidade parlamentar publicamente ser da base do Governador, tais conversações – que não o fossem com aliados de Wanderlei e este ainda não decidiu o escolhido para o Senado - iluminariam um conflito. Puro raciocínio lógico.
Diferente do ex-governador Mauro Carlesse (cuja assessoria não se posicionou ao blog), a senadora Kátia Abreu corroborou ontem as conversações, informando que teria o apoio de pelo menos quatro deputados estaduais.
Seriam três da federação petista (PCdoB, PT, PV) e um da base palaciana. Um problema para a chapa petista que determinou (tanto o PT como o PCdoB) que não aceitará dissenções no grupo.E ainda não fecharam o nome para o Senado.
Deputados segredam que Dorinha Seabra teria perdido para Mauro Carlesse o apoio de seis parlamentares no Legislativo na sua contabilidade que tinha perspectiva de 19 deputados.
Ou seja, praticamente a base palaciana quando Dorinha (mesmo não tendo declarado) é tida, ainda, como candidata ao Senado da chapa de Ronaldo Dimas.
É uma conta que não fecha sem contabilizar fatia de fisiologismo e traição política, muito embora mudanças de rumo representem um direito democrático.
Corolário: ou Wanderlei não terá Senador na chapa e liberou seus deputados ou não teria interesse em elegê-lo, uma opção implausível.
Ou ainda, pelo descarrego do apoio parlamentar, sua candidata ao Senado seria a deputada Dorinha Seabra, abrindo um buraco na candidatura de Ronaldo Dimas que é impulsionada pelo senador Eduardo Gomes.
E o calendário eleitoral não os espera. Na próxima semana abre-se o prazo de convenções partidárias.


