A Justiça mandou soltar os presos daquela Operação que investiga desvios no Naturatins no Bico do Papagaio. Vai liberá-los porque expirou o prazo da prisão provisória e o delegado pode não ter conseguido evidenciar razões para suas detenções. Eles podem sair por aí dizendo que não é mais interesse processual e que já teriam obtido suas finalidades.
Mas não é o ponto: o delegado que mandou prender de forma errada o irmão do ex-deputado Amélio Cayres não cometeu, no caso, apenas um equívocozinho e que fosse suplantado ou reparado por um pedido de desculpas.
A prisão foi decretada pelo juiz por que solicitada pelo delegado que investigou mal (ou não o fez de forma adequada). A Justiça foi levada ao erro pelo delegado. Ainda que se possa argumentar a mais absoluta boa fé, se fosse uma cadeira elétrica, o irmão do ex-deputado teria virado torrada. Assim como caiu no liquidificador parte do ativo político do parlamentar.
O delegado ouviu mal as transcrições das fitas. Escutou a citação (numa transcrição de conversa telefônica) de um Armando (numa região de 223 mil habitantes e 26 municípios) onde apenas um Cayres é deputado, e interpretou o Armando como seu irmão. E mandou bala no pedido de prisão, amplificado nas redes sociais. Simples assim!!
Havia uma causa em curso e para ela nada melhor que o envolvimento de um deputado aliado do governo.


