Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Justiça manda prefeitura pagar à Marca.Dívida de 2017. Deu chabu para Valor Ambiental receber na frente dos outros credores despesas de exercícios anteriores! E agora?

luizarmandocosta 18/01/2020 708 visualizações

A Valor Ambiental  tem pela frente mais um obstáculo para receber, no todo ou parcelado, na primeira fila, as Despesas de Exercícios Anteriores da empresa na Prefeitura da Capital.

A Justiça determinou ao Executivo metropolitano o pagamento das dívidas com a empresa Marca, que locava veículos para o Paço municipal. Despesas de Exercícios Anteriores.

As duas dívidas tem em comum o fato de terem sido feitas pelo ex-prefeito Carlos Amastha. Só que o crédito da Marca é mais antigo. Remonta a 2017.

No contrato com a Marca subsiste locações absurdas como a de duas camionetes L200 Triton por R$ 338 mil ao mês.

Ou seja, com o valor de um aluguel mensal se compraria, na administração de Carlos Amastha (segundo o conselheiro do TCE, Alberto Sevilha) duas camionetes iguais. Com o pagamento anual (R$ 4 milhões), cerca de 30 camionetes semelhantes.

O TCE decidiu suspender o contrato.

Isto tudo aí sem qualquer resistência ou demonstração pública de indignação dos vereadores que hoje apontam o dedo para o calendário de pagamentos da DEA.

Ou uma ação na Justiça para parar com as contratações do gênero ou a absurda pró-criação de aditivos ad infinitum, procrastinando licitações a partir de aconchambramentos com adesões em atas. Refutadas pelo TCE.

Outro caso: o contrato com a Marca previa o pagamento de aluguel mensal de R$2.300,00 por um VW Gol. Cínthia Ribeiro contratou por licitação o mesmo veículo por R$ 1.300,00 mensais.

O TCE mandou Amastha suspender o contrato. A empresa, entretanto, comprovou que prestou os serviços. De outro modo: Amastha não o suspendeu como não pagou. A Justiça agora mandou a prefeitura fazê-lo.

A Marca, como é possível deduzir, tem prioridade (por questão temporal) à Valor Ambiental, que, tudo indica, pressionava a prefeitura para pagar a dívida total à vista (por volta de R$ 10 milhões) em janeiro, dentro dos primeiros pagamentos. E para tanto era favorecida pela confusão legal proporcionada pelo discurso do vereador Milton Neres. Deu chabu.

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