A jornalista e escritora Laurenice Noleto Alves - Nonô Noleto - lança neste sábado, dia 15 de julho, em Palmas, seu novo livro “Roda de Saia”. Como na conhecida técnica de costura chamada rebatida, a autora compartilha com o público, de forma inspiradora, a história de onze
mulheres que considera importantes em sua formação político social e que influenciaram para sempre seu caráter e seus sonhos.
Segundo ela, a publicação revela o olhar de uma mulher sobre outras mulheres e pontua a importância dos mais variados perfis femininos do chamado “Brasil Profundo” na luta pelo seu empoderamento e participação nas lutas locais e globais por Direitos Humanos. O lançamento
em Palmas acontece em Taquaruçu, às 19h30, na galeria de artes Casa Azul, localizada na
Praça Joaquim Maracaípe.
“São onze mulheres que conheci, convivi e que se tornaram importantes na formação da minha personalidade. São costuras que unem histórias magníficas de mulheres de fibra com relatos que não aparecem nos livros de História” - conta a autora, informando que “suas
mulheres” são desde uma guerrilheira de Trombas (município do Norte goiano onde aconteceu uma luta armada pela terra nos anos 50 e 60) a uma gari sem dentes, que nasceu e viveu grande parte de sua vida no sertão tocantinense ou uma mulher que no início dos anos
90 foi estuprada e criou uma filha negra em meio a outros cinco filhos brancos e de olhos azuis.
Roda de Saia - o quinto livro de Nonô Noleto - já foi lançado em Goiânia, onde mora, num evento realizado no ano passado, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, que reuniu as mais diferentes entidades goianas que lutam pelos Direitos Humanos, incluindo movimentos
representativos das lutas feministas como o bloco carnavalesco Não é Não, que atua cotidianamente contra o feminicídio e todo tipo de violência contra a mulher
. Além desse, somente neste ano já ocorreram lançamentos do livro na Assembleia Legislativa de Goiás, em
Brasília, Jataí, Itumbiara e Cidade de Goiás, no último dia 17 como parte da agenda cultural do FICA (Festival Internacional de Cinema Ambiental). Nonô conta que, apesar de ter nascido no Mato Grosso e criada em Goiás, tem “alma” tocantinense: “Meu falecido pai, Louraci Chrisóstomo Noleto, com quem escrevi o meu primeiro livro -, e que conta sobre as vivências no sertão tocantinense dos tempos bravios, nasceu na cidade de Araguacema, às margens do maravilhoso Araguaia. E, há 55 anos, (exceto o da Pandemia), quando suas águas mornas começam a baixar, deixando livres e limpas quilométricas praias, até então submersas, alí está reunida a minha família”. Além disso, ela conta já ter morado temporariamente por quatro vezes em Palmas, trabalhando jornalisticamente em diferentes campanhas políticas municipais majoritárias.


