O antecipado apoio declarado pelo ex-deputado federal e secretário da Agricultura, César Hallun, a uma candidatura do deputado Jorge Frederico (MDB) à prefeitura de Araguaína, não era esperado por representar o Secretário uma das prováveis opções governistas para a disputa na cidade. Mas previsível, numa não disputa, dada a sólida aliança eleitoral conservada entre Hallun e Frederico.
Mas impõe concretas dificuldades ao prefeito Ronaldo Dimas para eleger seu sucessor ainda não definido de público, mesmo que não se descarte uma renúncia do prefeito para que o filho, deputado federal Thiago Dimas, possa assumir o desafio de suceder-lhe.
Jorge Frederico tem condições objetivas de convergir a oposição a Dimas. Ele disse ontem ao blog que ainda não decidiu-se por candidatar-se. Uma prudência dado o calendário eleitoral e a necessidade de unir e reunir. Unir a oposição e reunir os emedebistas, onde nasceu e foi criado, posto descender de liderança histórica do MDB não só na cidade, mas no Estado.
Se aceitar a disputa, pode ter ao lado os históricos como os ex-deputados João Leite e Paulo Sidnei. E, com algum esforço, ter, ainda que informalmente, o apoio dos líderes ligados a Brito Miranda e Marcelo Miranda que continuam firmes, apesar dos atropelos judiciais da dupla que mantém ainda ativos políticos consideráveis, não só em Araguaína, mas no Estado.
Nunca é demais relembrar que o pai de Jorge Frederico, o radialista Jardenir Jorge Frederico (morto precocemente de embolia pulmonar no ano passado), foi um dos fundadores do MDB no Estado, com amizade histórica com Brito Miranda. Só abalada quando o ex-secretário de Infra-estrutura trocou o MDB pelo PFL, atraído por Siqueira Campos. "Siqueira me corrompeu politicamente", já disse ao blog Brito Miranda, em tom de brincadeira. E a isto Jardenir levava a sério e não perdoava em Brito.


