A eleição da mesa diretora da Câmara de Palmas repete vícios anacrônicos que se acreditava enterrados.
O grupo palaciano (comandado pela deputada Janad Valcari) estaria, nesta segunda, numa espécie de confinamento em um hotel (Lagoa da Ilha), na cidade de Lagoa da Confusão.
A única conclusão possível é que os dez vereadores estariam impedidos de se dispersarem para não mudarem o voto, como o fez o vereador Josmundo Vila Nova.
Pode-se inferir disto, considerando o direito de ir e vir e de expressão (além da imunidade parlamentar) que houvesse motivos mais rentáveis que levassem os vereadores a aceitarem ficar fora da família no ano novo.
E, claro, processar a falta de confiança do comando do grupo na vontade política dos vereadores eleitos legitimamente pelo voto popular. Os donos da representação.
Aliás, Janad Valcari já havia passado, dias atrás, pelos gabinetes dos vereadores, com seguranças a tiracolo.
A deputada, não é necessário maiores raciocínios, tenta fazer da eleição da mesa diretora da Câmara um terceiro turno das eleições municipais em que foi derrotada por Eduardo Siqueira. Apesar da estrutura financeira conhecida..
Até nos métodos e formas se repete. Ignorando que tramita na Justiça uma ação sobre tais expedientes utilizados, por ela própria, na campanha de prefeito.
Se agarra-se a dez, num universo de 23 parlamentares, a eleição de Marilon está perdida.
Melhor para o Palácio que não tem nada que se meter em assunto de vereador.


