Não se pode acusar a presidente da Câmara de Palmas de não ser rápida no gatilho.
Quando a prefeita Cínthia Ribeiro já discutia com seus secretários de Finanças e Planejamento um auxílio emergencial na cidade, a parlamentar protocolou um requerimento pedindo sua criação.
Cinthia anunciou o auxílio, e lá foi Janad a circular notícia de que a prefeita a atendia na sua reivindicação. Ou seja, não fora Janad, o benefício não sairia.
Sob fogo cerrado da presidente da Câmara com denúncias e mais denúncias, a Prefeita teria, num armstsício, priorizado o requerimento às prioridades que a pandemia imprimia às administrações públicas e que, como é lógico, antecederiam ao tal requerimento. Tanto o governo como a prefeitura, por exemplo, já distribuiam cestas básicas.
Aliás, Cínthia foi a primeira administradora municipal a criar programa do gênero no país. O que, para Janad, intui-se, deve-se ao seu requerimento. Daqui a pouco filia-se ao PSDB.
Sob a presidência de Janad, a Câmara demorou quatro meses para aprovar a MP que criou o auxílio na semana passada. E o fez três meses após a contratação do primeiro cartão. Prioridade legislativa. zero.
Agora que o cartão vence este mês e que, por lógica, a prefeitura irá renová-lo dadas as circunstâncias, Janad foi à tribuna ontem para apresentar requerimento solicitando sua prorrogação.
Pronto: já pode levar ao palanque no próximo ano como sua a decisão do cartão criado e prorrogado pela Prefeitura que beneficia cerca de 10 mil famílias na Capital.
E tudo isto sem referendar os acertos da prefeita com a contundência com que a critica 25 horas por dia.
Nem no faroeste macarrão italiano ou do velho oeste americano se viu tanta ligeireza.


