As imagens que você vê aí são desta semana (segunda-feira). Esse aí é um dos acessos ao Jalapão. O governo prometeu que, em troca do cancelamento do processo de concessão (que previa investimentos de R$ 40 milhões em infraestrutura) cuidar da região.
Um cancelamento sem qualquer estudo econômico, financeiro ou social, fundado apenas nos interesse de uma dezena de militantes e empresários interessados na manutenção do status quo que lhes proporciona lucros sem o pagamento (a grande maioria, tem as exceções) de impostos e garantia de segurança a usuários.
É uma região transformada em parque (a concessão não o atingiria) pelo governo e que, passados mais de dez anos não pagou pela desapropriação de terras particulares que envolvem recursos da ordem de R$ 1 bilhão. Com isto, os proprietários tocam suas fazedas normalmente como se desapropriadas não fossem.
Enquanto o Estado investe em obras menos de 50% do previsto no orçamento (e apenas 7,7% de todo o orçamento), passado o debate da concessão, os moradores continuam isolados e não se vê militante nas ruas.
Essa estrada aí liga o Jalapão via-Lagoa do Tocantins. Os usuários, com as chuvas, tem que dar a volta até a Serra da Muriçoca/Ponte Alta, comprometendo o abastecimento de combustível e alimentos.
Ah! Enquanto o governo deixa de lado a concessão, margeia o comércio paralelo de terras no parque do Jalapão. Basta clicar no google que qualquer um tem acesso a imóveis à venda na Serra Geral e no Parque Estadual para reservas particulares.
E não se vê militante, perueiro, artista, quilombola ou jalapoeiro fazendo manifestação.


