Os políticos são previsíveis. Luciano Bivar (União Brasil) se colocou como pré-candidato a presidente (mais uma vez). O partido se diz parte de uma suposta terceira via que teria ainda MDB, PSDB e Cidadania. Dos quatro partidos sairia um candidato contra Lula e Bolsonaro. Prometem entregar o candidato único da terceira via no dia 18 de maio.
Tentam atrair Ciro Gomes, do PDT. Como Ciro certamente não irá e MDB e PSDB estão rachados a engenharia, como é lógico, só serve para ganhar tempo de todos os partidos se acomodarem a PT ou PL. O União Brasil seguindo com Jair Bolsonaro (Bivar foi quem entregou o PSL a Bolsonaro em 2018), Ciro Gomes não deixa o PDT e os demais tendem a seguir com Lula.
A possibilidade de aliança (e não federação) livra os Estados de seguirem obrigatoriamente a aliança nacional. Dorinha Seabra (União Brasil) poderia ir na chapa do PL e nada impediria que Kátia Abreu seguisse na chapa do PT, pois o PP não se dispõe também a “federar”. Ou do Republicanos, de Wanderlei Barbosa, tido com um dos governadores bolsonaristas do país
O PT indica que vai federar com PSB, PV, Rede e PCdoB. Isto os impede de compor com partidos de outra federação, mas não de legenda que não federou. Assim como Wanderlei Barbosa (Republicanos) estaria livre.
Até lá, corre a xepa partidária e os diversionismos ideológicos. Mas uma coisa é certa: Jair Bolsonaro terá dois palanques no Estado. Melhor que na última eleição (2018) quando foi derrotado pelo candidato do PT, Fernando Hadad, no Tocantins.


