A morte do deputado estadual constituinte Izidório Oliveira aos 75 anos ontem levou um pouco da história do Estado. Oliveira, como era conhecido pelos aliados e a maioria da população, perdeu a vida pelo Covid-19.
Izidório era um dos mais combativos parlamentares na época em que o Legislativo estadual funcionava em um galpão de madeira ao lado do Palacinho. Um grande orador do PMDB.
Encontramo-nos pela última vez há cinco meses e, como sempre fazíamos quando conversávamos, relembramos aqueles anos de poeira e do folclore que havia sobre seu nome.
Izidório chegou a mandar prender em flagrante um jornalista por acusação de achaque. Armou o flagrante, ali no gabinete no prédio de madeirite e chamou a polícia.
Conta-se que Izidório (e ele apenas sorria da lenda), num desses palanques eleitorais em Dianópolis (onde foi prefeito) um candidato pedia voto dizendo que tinha o apoio de Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Foi o suficiente para perder o voto: “vou cobrir cheque de Oliveira o quê, num voto nesse cara mentiroso não!! Quem dá conta de cobrir cheque de Oliveira!!!”
E Izidório sorria com vontade daquilo que supunham os amplificadores ser sua miséria mas, no fundo, o divulgava numa época sem celular ou internet.


