Os deputados terão trabalho nesta quarta se dispuserem a limpar a pauta. Pelo menos duas Medidas Provisórias vão causar polêmica. Ainda que possam deixar para apreciá-las após o recesso, mas aí já estarão valendo.
Nas medidas provisórias da renúncia fiscal da carne e da elevação do ICMS do gado em pé, o governo espera arrecadar mais R$ 300 milhões. E que, conforme apurou este blog, serão revertidos para manutenção de estradas e outros investimentos.
No governo, a avaliação é a de as isenções que os frigoríficos tinham beiravam ao absurdo. Na ótica do Palácio, deve prevalecer a lei de mercado e, no limite, acabar com paternalismo.
O problema é que os frigoríficos e criadores de gado tem um lobby forte no Legislativo. E certamente trabalharão para a redução da alíquota de isenção. De ambos.
Na própria Fazenda, como apurou este blog, havia divergência. Os técnicos sinalizaram, na questão dos frigoríficos, elevar de 1% para 2% e 2,5%, O governo elevou para 3,5% e 4%, numa proposta do secretário da Fazenda, Sandro Henrique.
Como é notório, uma MP editada para ser negociada.


