A entrega da ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional (R$ 150 milhões) nesta sexta pelo governador Wanderlei Barbosa impõe reflexões.
A primeira, de cunho eleitoral e reprovável que foi a tentativa do senador Irajá Abreu nas redes sociais de creditar a obra a Mauro Carlesse. O objetivo, óbvio, reduzir o esforço de Wanderlei nos últimos dois anos quando construiu 98% da obra. Construiu e pagou.
Se a demonstração da tese para a titularidade da construção fosse a assinatura do contrato, nem nisto estaria correto. Seria reprovado pela banca.
A primeira contratação da ponte foi de Siqueira que chegou a empenhar o valor da obra há mais de uma década. Em sendo assim, a ponte (para ter como tese correta a de Irajá) seria de Siqueira. A ponte só saiu agora com Wanderlei.
No raciocínio do Senador do PSD, a ponte sobre o Araguaia (Xambioá/R$ 193 milhões) que vem de 2016 – e ainda não foi inaugurada oito anos após – seria uma obra de Michel Temer e Marcelo Miranda.
Ou ainda: a eclusa de Lajeado (alí próximo da barragem da UHE para a hidrovia e onde já se enterrou mais de R$ 100 milhões e paralisada há anos), iniciada em 2006 (há cerca de duas décadas) seria obra de Lula II e Marcelo Miranda. Haja Miranda para fazer grandes obras.
Irajá é natural de Goiânia, entende-se. A vida lhe foi mãe e não madrasta. Só veio para o Estado ainda criança quando já existia a ponte de Porto Nacional e também já era asfaltada a rodovia entre Porto e Fátima.
Não precisou andar nos ônibus da Viação Araguarina (do empresário goiano Odilon Soares que mandava os piores para o Norte) em estrada de chão, fazendo baldeação nos lagos nas enchentes do rio Tocantins, para pegar o ônibus, desviando-se de galinhas, porcos e sacos de milho nos corredores do lotação. Até a Belém-Brasília.
Ou subir a serra a pé nos períodos chuvosos porque os ônibus não conseguiam. Era um ônibus de cá da serra e outro de lá. Tudo isto para uma simples viagem a Goiânia.
Época em que Wanderlei já estava cavoucando votos para vereador em Porto. E atravessando o rio de Balsa com se João Comprido, o avô, para irem à Almisca. Ali perto de Pontal atacada pelo Xerentes, o que forçou a população a atravessar o rio e formar o povoado que hoje é Porto Nacional.


