Sábado, 24 de Out de 2026

Irajá não implodiu apenas candidaturas "aliadas". Seu próprio projeto!! Descumprimento de acordos, reacionarismo e desrespeito a modos democráticos de fazer política vão persegui-lo por anos nas urnas

18/08/2022 738 visualizações

“...Agora vem de última hora com uma palhaçada dessa. Não concordo”. O apontamento do deputado federal Vicente Jr (candidato à reeleição) sobre  candidatura do senador Irajá Abreu ao governo e a implosão que impôs a aliados, não poupando a própria mãe, senadora Kátia Abreu (candidata à reeleição) sugere que Irajá sairá das eleições de 2022 menor do que entrou.

A análise de Vicente Jr (PL) ao T1 Notícias (da jornalista Roberta Tum) tinha como pano de fundo o esvaziamento das candidaturas do PP (da mãe de Irajá) que, como é lógico, é apenas consequência da estratégia do Senador do PSD, que deu uma banana ao aliado PP, de Kátia Abreu.

Após sugerir aliança e ele próprio desatá-las em favor de seu projeto pessoal que, tudo indica, já fosse planejado, transformando suas movimentações em uma farsa tal a tentativa especulada de desviar o endereço da fraude ao PL de Vicente Jr.

O resultado das eleições, é provável, dirá ao Senador do PSD a dimensão da bolha em que se desloca, imaginando ser o mundo aquilo que sua vontade política determine.

Uma vontade política problemática tanto eleitoral como institucional como é o caso da ilegítima (caso confirmada) chantagem a prefeitos de redirecionar emendas parlamentares caso não o apoiem. Situação que já é pública nos grupos de zap com reclamações dos próprios Executivos.

Parlamentar não pode redirecionar emendas a sua conveniência. Há regulamentos. Há a Constituição. Ademais, o Senador (como qualquer político eleito) é pago antecipadamente e à vista com o voto para (no caso de senador) ter uma boa vida por oito anos. E beneficiar a população do Estado pelo qual já é pago e muito bem pago.

É de se imaginar a conduta de Irajá Abreu numa eventual eleição ao governo, como se comportaria em relação a  municípios administrados por políticos de partidos de oposição. Ou seja, ter-se-ia um Estado de partido único, pensmento idem e vontade pessoal na coisa pública. Um retrocesso considerável.

Um rapaz novo (e um futuro pela frente) com  métodos reacionários que contaminarão não só sua candidatura deste ano, mas em eleições futuras. É de longe a pior, mais primitiva, primária, arbitrária e mais ilegítima estratégia eleitoral nas três décadas de Estado.

Do ponto de vista do voto, o não cumprimento de acordos (em favor da implosão de aliados) pode redirecionar seus votos a candidatos bolsonaristas mais leais a alianças.

No caso de Irajá (que não esconde sua relação com Flávio Bolsonaro) o Senador, ao invés de sair fortalecido com a estratégia camicase, pode entregar de bandeja o pouco que tinha a Ronaldo Dimas que recebeu Flávio Bolsonaro na sua convenção.

Dimas que tem como aliado o senador Eduardo Gomes, que já era procurado ontem por prefeitos descontentes com as supostas ameaças do senador do PSD. E Dimas, ao contrário de Irajá, tem feito compromisso de campanha de destinar aos prefeitos, indistintamente, 2,5% da receita corrente líquida. Hoje o equivalente a R$ 520 milhões. Sem impor relação de troca. Ou seja, racionalmente, a exigência de Irajá aos prefeitos os empurra a Dimas.

Justamente Gomes, que é líder de Jair Bolsonaro no Congresso e que tem histórico de cumpridor de acordos, como comprova seu alinhamento à candidatura de Ronaldo Dimas. E de não atrelar emendas para municípios a apoios dos prefeitos.

Já imaginou Eduardo Gomes cobrando de Cínthia apoio a Dimas!!! Em troca dos recursos que ajudou a internar na Capital e no Estado!!!

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