Sábado, 24 de Out de 2026

Ipec/Ibope não se endireita!! PT nunca perdeu eleição para presidente no Estado, mas Ibopão estica que Lula empata com Bolsonaro! Uma onda de democracia varre o país mas eleitor tocantinense iria em sentido contrário! Direita, volver!!

26/09/2022 972 visualizações

Uma vez Ibope, sempre Ibope. Spinoza no seu Ethica (do século XVII) já demonstrava em seus apontamentos filosóficos que uma substância não pode ser produzida por outra. De trás pra frente: uma substância não pode ser distinta daquela que a causou ou produziu.

O Ipec (Ibope com novo nome e mesmos diretores e técnicos) encaixou o Tocantins ontem dentre os Estados onde haveria empate técnico entre Lula e Bolsonaro: 43% a 39%. Lula lideraria em 14 Estados, Bolsonaro em 7 e nos outros cinco, haveria o tal empate.

A uma semana das eleições e dois dias após o Datafolha apontar Lula com 47% no país contra 33% de Jair (em nível nacional). Ou seja, o Tocantins, em que o PT sempre ganhou para presidente, estaria indo contra a onda anti-ditadura que avança no país.

Seguindo, como os goianos do bolsonarista e pecuarista Ronaldo Caiado, onde o placar seria de 44% a 35% pró-rachadinha. O problema é que Goiás sempre foi Bolsonaro ou de direita dadas suas raízes históricas coronelistas (caiadismo, luduviquismo, veigas-jardim, bulhões e que tais), onde o poder político sempre foi exercido por oligarquias rurais.

Ao contrário do Tocantins que nasceu de luta justamente contra o coronelismo, colonialismo e o jugo das oligarquias goianas. Sempre faz bem dar uma passada de olhos na obra de Padre Luis Palacin.

Um historiador hispano-brasileiro que dedicou-se a estudar a história de Goiás e do Tocantins, desde integrante do Norte goiano e que conheci quando frequentava bancos universitários em Goiânia (UFGo) e Padre Palacin lecionava na Universidade Católica.

Mas voltando ao Ibope, divulgação dos números no domingo foi feita pelo G1/Globo que explica tê-los encontrado em duas pesquisas Ipec: 12 e 24 de setembro. O Ipec é contratado da Globo e de outros  mais.

Mercado estatístico que infla nas eleições. Ou seja, de dois em dois anos. Aquele que já trabalhou em campanhas eleitorais por dentro, sabe do que falo. No jornalismo seria uma mera suíte. Nas eleições, se torna instrumento de campanha. E não refutado, uma verdade.

Em 2018, a uma semana das eleições do primeiro turno, o Ibope (hoje Ipec) dava a Bolsonaro 32% dos votos dos tocantinenses e 27% ao petista Fernando Hadad. Abertas as urnas, Bolsonaro saiu com 44,64% e Hadad com 41,12%. No segundo turno, a história virou. Hadad saiu das urnas no Estado com 51,02% dos votos e Bolsonaro com  48,98%.

A diferença no primeiro turno é explicada tecnicamente, em grande parte, porque o PT fez a campanha imaginando Lula candidato (que a Justiça autorizaria) e na hora H entrou Fernando Hadad, pouco conhecido. 

Regionalmente, o Ibope/Ipec dava como certa a vitória do senador Vicentinho Alves (34%) para senado. Era disparado o que o Ibope dava mais intenções de votos. Em seguida viriam empatados tecnicamente Irajá Abreu (24%) e Eduardo Gomes (23%).

As urnas revelaram 19,48% a Eduardo, 16,82% a Irajá e apenas 13,81% a Vicentinho. Ou seja, o primeiro do Ibope ficou em terceiro (não se elegeu) e o terceiro do Ibope teve a maior votação.

São estatísticas do tipo que engrossam o caldo palaciano do já ganho com os 45% do Ipec da semana passada contra 17% do seu principal adversário Ronaldo Dimas. Pior: para o marketing do Palácio, isto levaria Wanderlei a ganhar no primeiro turno.

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