Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Incompetência da classe política: Estado tem 1,1 milhão de dependentes de esmola social da União. É o que revelam Caged e governo federal

luizarmandocosta 30/08/2020 592 visualizações

Enquanto a sociedade política (governo, prefeituras e parlamentares) mantém sua inércia funcional e finalidades conhecidas, dados do Caged e do Portal das Transparências do governo federal demonstram com clareza solar o estado de extrema pobreza da população do Estado. Uma unidade federativa que teve, em 32 anos de criação algo próximo à casa de duas centenas de bilhões de orçamento. Tem a seu favor que não está sozinho na lista.

Os números que vem a público expõe a tragédia social do Estado: para um total de 189 mil e 867 trabalhadores com carteira assinada no Tocantins, há um montante de 520 mil e 53 pessoas beneficiárias do auxílio emergencial. Ou seja, sem qualquer atividade remunerada. Com ou sem carteira.

De outro modo: mais de meio milhão de pessoas sobrevivem na dependência do auxílio emergencial. Somando isto aí às 160 mil famílias penduradas no Bolsa Família (e que o IBGE calcula quatro pessoas por família) teríamos no Tocantins 1 milhão e 160 mil pessoas dependentes de esmola social do governo federal.

Este é o Estado em que 68% das receitas públicas no primeiro semestre do ano (R$ 7 bilhões no ano passado/66%)) foram gastos com salários de servidores (dados da STN) – uma elevação de mais de 20% em nove anos contra inflação média de 10% - e que tem uma dívida consolidada de R$ 5,4 bilhões (17% do PIB) que cresceu 9% este ano em relação ao passivo registrado em 31 de dezembro de 2019.

É de se indagar para onde iriam os R$ 6 mil e 792 de orçamento per capita no Estado. Ou seja: o destino de R$ 10,8 bilhões de orçamento que divididos pelo 1 milhão e 590 mil tocantinenses (última pesquisa IBGE/2020) daria R$ 566 mensais para cada um dos moradores do Estado. De mamando a caducando.

 

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