Sem medo de ser feliz nem de incoerências: enquanto o governo pleiteia empréstimo de R$ 230 milhões no Banco do Brasil para financiar obras de infraestrutura no Estado, explicitando suposta falta de recursos próprios para fazê-lo, o Conselho Estadual de Desevolvimento Econômico (controlado pelo governo) assinou ontem contratos para novos benefícios fiscais a seis empresários do Estado. Sem divulgação de valores envolvidos nem de contrapartidas acertadas, tampouco autorização obrigatória do Confaz. No ano passado, os benefícios fiscais (conforme técnicos da Fazenda) elevaram-se a R$ 2 bilhões (oito vezes o valor do papagaio pretendido no BB). O equivalente a 20% de todo o orçamento do ano. Apesar da previsão de apenas R$ 352 milhões na LDO/2021. Para 2022, a LDO estima R$ 400 milhões de renúncia de receita com isenções fiscais. Dois empréstimos do BB.
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