Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Imbecilidades que buscam transformar o irracional em racional, o mal em bem e arruaças em exercício democrático de direito

luizarmandocosta 03/05/2020 465 visualizações

Esse Jair Bolsonaro é caso perdido. Um dia depois de terceirizar a governadores a tragédia do Covid-19 e quando o país contava 6.750 óbitos (e 96.500 casos, número superior aos da China que tem uma população sete vezes maior) vai às ruas (ontem no interior de Goiás e anteontem no Rio Grande do Sul) conclamando a população a fazer justamente o contrário do que recomenda seu próprio Ministério da Saúde e a OMS.

Aliás,  Bolsonaro tem sido coerente com a sua espécie de insanidade mental e irresponsabilidade com o cargo e mantido o apoio de uma legião de ressentidos e alienados que buscam, no limite, extirpar a democracia do país que possibilitou a sua própria eleição.

Só mesmo irracionais acreditariam que quanto mais se fica em casa, mais se estaria sujeito a um vírus. Principal premissa da crítica de Bolsonaro aos governadores que determinaram o distanciamento social cuja consequência é justamente o contrário: diminuição de circulação das pessoas e a consequente redução da probabilidade de contaminação e, portanto, de óbitos. Coisa que ele tem feito às avessas.

Ou seja: os 6.750 óbitos de ontem se deram no país porque as pessoas foram levadas pelos governadores e prefeitos a ficar em casa e sair apenas em casos de necessidade!!! Uma imbecilidade que ainda tem gente que defende pelas ruas e redes sociais.

Uma distorção do cargo: ao invés de estar ajudando governadores e prefeitos contra a pandemia e planejando o que fazer com a economia pós-Covid-19, dificulta-lhes as ações de prevenção e combate ao vírus, insuflando a população a fazer o contrário como um arruaceiro de quinta categoria e não um presidente da República.

Bolsonaro foi eleito democraticamente para governar o país. Ainda tem tempo para mudar. E ele parece que não tem restrições a fazê-lo, como  agora na aquisição de deputados inescrupulosos do tal centrão - capitaneados pelo ex-presidiário Roberto Jeferson - que condenara há pouco mais de um ano para manter maioria no Congresso de olho nas ações da PF e STF e nas eleições.

Se o Brasil passar a registrar mil mortes por dia (como se prevê esta semana), pouco importa.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano