Há três dias minhas redes sociais seguem entupidas de mensagens conclamando para uma manifestação em favor de Jair Bolsonaro no próximo dia 7 de setembro e pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional.
Não protestam contra a inflação, o preço da gasolina, do gás, pelos quase 600 mil óbitos do Covid-19, contra a falta de vacina ou pelos juros e fome de 40 milhões de brasileiros. Intervenção no STF, Congresso, fundo eleitoral, emendas de relator e voto impresso são a pauta prioritária do país.
Eles entram sem pedir licença, ocupam-se de seus seguidores como se tivessem autorização ou deles fossem nossos amigos e seus pensamentos. Agem como se suas vontades fossem nosso modo definido de pensar.
Manifestações contra presidentes, governadores e prefeitos são próprios da democracia. Nas últimas três décadas acompanhamos movimentos nas ruas pelas eleições diretas para presidente (Diretas Já), pelo impeachment de Fernando Collor de Mello, vimos os caras-pintadas e a população saindo de casa pelo afastamento de Dilma Roussef,
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Em nenhuma delas, entretanto, se foi às ruas contra o direito de se manifestar e em defesa do fim do estado democrático e de direito.
São manifestantes e manifestações contraditórias por natureza.
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Se no início dos anos 90 tivemos aquela quartelada no 1º BPM da Capital, só contida com aparato do Exército, com o seu apoio, agora, a população que paga as polícias para garantir a ordem e segurança é que estaria fechada nas suas casas. (..)
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