O Palácio e os deputados tem um problema pela frente: a negociação da dívida do governo com o Igeprev que já se eleva a R$ 1 bilhão. Só de contribuições patronais.
É que o Ministério da Previdência Social não teria autorizado o parcelamento do saldo devedor em 200 prestações como aprovaram governo e deputados. O MPS só autoriza o parcelamento em 60 prestações.
O problema se junta à prestação de contas do Igeprev do exercício de 2018, junto ao Tribunal de Contas, que teria sido apresentada sem o parecer do Conselho Fiscal.
Isto porque o Igeprev está sem Conselho Fiscal e Conselho Administrativo desde o início do ano. O governo quer mudar a estrutura: reduzir de 14 para seis os conselheiros. Hoje a composição é paritária: sete do governo e sete dos sindicatos de servidores.
Nessa confusão toda, os conselheiros ainda querem elevar o jeton por reuniões para R$ 2 mil quando o Igeprev registrou no último balanço (setembro/outubro/2019) um passivo atuarial de R$ 34 bilhões. E o Igeprev tem comido, mês a mês, sua poupança (aplicação em bancos) para bancar aposentadorias e pensões.
Durma-se com um barulho desses.


