Os servidores efetivos, aposentados e pensionistas beneficiários do Igeprev deveriam ficar com as barbas de molho. O balanço do governo publicado na última quinta-feira aponta no primeiro quadrimestre um resultado previdenciário negativo de R$ 187 milhões no fundo.
Mais grave ainda é o registro do consumo, pelo instituto, dos ativos que, na verdade, garantem os benefícios. O Igeprev perdeu de aplicações de janeiro a abril o montante de R$ 353 milhões.
A maior retirada ocorreu entre os meses de fevereiro e março, quando as aplicações foram reduzidas em R$ 288 milhões.
O desfalque nas aplicações realça os saques que o Igeprev tem feito nas contas para pagar aposentadorias e pensões e cobrir o passivo do governo com o fundo, que o mesmo balanço demonstra na casa de R$ 1,1 bilhão (de contribuições patronais e de servidores não repassadas).
O Igeprev fechou dezembro de 2019 com aplicações de R$ 4,019 bilhões. No dia 31 de janeiro de 2020 contabilizava R$ 4,003 bilhões, caindo para R$ 3,960 bilhões (fevereiro), R$ 3,672 bilhões (março) e os atuais R$ 3,666 bilhões de 30 de abril de 2020.


