O governo silenciou-se sobre os números do Ideb/Saeb divulgados pelo Inep na sexta.
Não sem razão: as notas publicadas estabelecem o acerto inequívoco da prefeita Cínthia Ribeiro no ensino on-line na pandemia (2020/2021). A prefeita está no cargo desde 2018.
Palmas é segunda capital do país (dentre 27) com melhores notas do Ideb/ Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (anos iniciais) na avaliação do Inep: 6,1. Só atrás de Teresina com 6,3.
Por outro lado, na rede pública estadual do Tocantins recebeu a nota 5,1. É o 20º (de 27 Estados) pior desempenho do país. No Estado, a rede privada recebeu a nota 7.1.
Significa que o ensino na Capital está mais para privado do que público, no resultado, justificando o número de alunos que deixaram o Estado e ingressaram nas escolas municipais.
Como é notório, os números expõem a despreocupação de governadores, senadores, deputados federais e estaduais sobre o assunto. Todos eles aí prometendo, novamente, trabalhar pela educação.
Num período em que o Estado chegou até a fechar escolas sem qualquer resistência de parlamentares. E atrasou em quase um ano a implantação das aulas on-line
Daí, o inevitável contraponto com a candidata do Palácio ao Senado, deputada Dorinha Seabra, que fora, no período avaliado, aliada de Mauro Carlesse/Wanderlei e que trata a educação como um “plus” na sua campanha.
Para termos de comparação, em 2021 o governo do Estado aplicou R$ 11,428 mil por aluno (divisão do que liquidou na educação pelo número de alunos matriculados).
Na prefeitura de Palmas, esse gasto per capita foi de R$ 9,380 mil por aluno. Menos gastos e maior resultado.
Se as eleições de 2024 e 2026 passam pelo 2 de outubro deste ano, Cínthia sai na frente com muita antecedência na Educação


