A arrecadação de ICMS na primeira quinzena de junho ainda não reflete a previsão de queda esperada pelo governo em função da retração econômica da Covid-19, espelhada na redução dos valores das notas fiscais emitidas em maio, com recolhimento este mês.
De abril a maio, o volume de recursos das notas fiscais do atacado emitidas caiu de R$ 12,9 bilhões para R$ 10,5 bilhões. Embora as notas fiscais ao consumidor tenham registrado ligeira alta de R$ 856 milhões para R$ 915,9 milhões.
Nos primeiros quinze dias de junho, a arrecadação de ICMS situou-se na faixa de R$ 167 milhões para a meta mensal de R$ 238,2 milhões. Disto se tem que na primeira quinzena de junho foi registrada uma média diária de arrecadação de R$ 11,1 milhões.
Se considerarmos apenas os 12 primeiros dias de maio (arrecadação de R$ 123 milhões em 12 dias), tem-se uma média diária de R$ 10,2 milhões de arrecadação de ICMS. Mas se tomarmos os R$ 224 milhões dos 31 dias de maio, ter-se-ia uma média diária de ICMS da ordem de R$ 7 milhões. Contra a média diária de R$ 11,1 milhões da primeira quinzena de junho.
É uma conta relativa porque há dias do mês em que se arrecada mais. Mas é um espelho da movimentação econômica. E plausível dado que o comércio, salvo exceções, tem funcionado normalmente na pandemia. As restrições tem sido apenas quando à mascara, distância e planejamento interno de consumidores.
Ao contrário do que amplificam os defensores da liberação geral.


