Sábado, 24 de Out de 2026

Ibama concedeu ontem licenciamento para a derrocagem do Pedral de Lourenço. Pedral? que Pedral? deve estar se indagando parte brucutu do agro bolsonarista para projeto desengavetado por Kátia Abreu no governo do PT

20/10/2022 506 visualizações

O agro entrou de cara na campanha de Jair Bolsonaro. Um dos problemas (como já apontei aqui) é a justificativa de que o governo do PT tivesse sido prejudicial ao agronegócio. Os benefícios como securitização, novo Código Florestal e os recursos dos planos-safra por si só, para ficar nestes, já negariam a afirmação.

Desnecessário dizer do retorno, por aqui, na agenda federal,  do Matopiba, da Emprapa Pesca em Palmas ou do licenciamento para pesca no lago da Hidrelétrica de Lajeado.  Projetos que apontavam um norte, político, econômico e social,  e que hoje carece de ressonância em Bolsonaro preocupado com as emendas de relator de parlamentares, fake-news e em derrubar o Supremo Tribunal Federal quando  "pinta um clima".

Mas ontem o Ibama liberou o licenciamento da derrocagem do Pedral do Lourenço. O projeto foi desengavetado no governo Dilma por ação da senadora Kátia Abreu (então presidente da CNA e depois Ministra da Agricultura) depois de quatro décadas. A obra já foi licitada no governo Dilma, do PT.

Por aqui pouco se deu, como pouco de dá aos parlamentares ocupar-se de projetos que podem alterar a vida das pessoas. Escorrem seu tempo, em larga medida (alguns só fazem isto) atrás de negócios com emendas e partidos.

A derrocagem do Pedral do Lourenço (PA) é fundamental para a Hidrovia do Tocantins. E para o agro que já exportou este ano (até setembro) o montante de R$ 11 bilhões, transportados por rodovia e ferrovia.

Um custo muito maior. Enquanto transportar 1 ton/mil km de carga custa US$ 26 no modal ferroviário e US$ 42 no rodoviário, pela hidrovia o custo cai para US$ 18.

Para a implementação da hidrovia no Estado é necessário, entretanto, as eclusas. Tem uma aí (da UHE Luis Eduardo) parada há 15 anos. Recebeu rios de dinheiro mas não saiu do papel. E não se vê parlamentar algum a cobrar providências do Ministério Público ou do governo federal.

O Brasil tem 50 000 quilômetros de rios navegáveis, mas transporta por eles menos de 1% da produção. No rio Tocantins, quatro hidrelétricas foram construídas ao longo de seus quase 2 400 quilômetros de extensão nas últimas quatro décadas. Apenas a mais antiga delas, a de Tucuruí, tem eclusa.

Mas o agro deixa de lado isso para pressionar pelo Capitão que em quatro anos não apresentou qualquer projeto de integração ao país que fomentasse, inclusive o próprio agro, a aumentar sua produtividade e competitividade.

Beneficiados que foram pela alta do dólar. A mesma que gerou a elevação do preço dos combustíveis (e da inflação) que inflou seus faturamentos nas commodities

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