Para desassossego de sua oposição, a prefeita Cínthia Ribeiro oficializou ontem com o reitor da UFT, Luiz Eduardo Bovolato, convênio com a Universidade Federal do Tocantins para a construção do Hospital Municipal Universitário de Palmas.
O governador Wanderlei Barbosa preferiu ficar em Araguaína depois da Expoara (inaugurando um Comando de Policiamento da PM). Alcançaria Palmas, entretanto, com meia hora de avião.
Afinal, o Hospital será erguido em área doada pelo governo. Outra parte, em imóvel contíguo da UFTo.
E por que? O Hospital Municipal Universitário terá 400 leitos. Quase os 470 leitos do HGP. Vai dobrar a capacidade pública hospitalar na Capital.
E desafogar o Hospital Geral que é de especialidades. Serão 70 UTIs e 16 salas de cirurgia. O mesmo número de UTIs (70) do Hospital Geral de Palmas (adultas e pediátricas).
São vontades políticas acertadas e que o governo parece reduzir sua importância com escolhas ou avaliações políticas circunstanciais como o não comparecimento do governador ontem ao ato.Wanderlei pode ter não querido "roubar" a cena de Cínthia, deixando-lhe sozinha no ativo político. Um altruismo desnecessário em obra de tão grande vulto.
Um empreendimento que custará R$ 240 milhões (metade UFTo, metade Prefeitura). Atenderá a população da cidade e de quebra funcionará como hospital escola para os acadêmicos da UFTo.
Sem prejuízo do raciocínio de que o convênio possibilite também verbas do Ministério da Saúde e da Educação.
Um hospital municipal que chega com 35 anos de atraso e sete prefeitos. Cínthia, a oitava, o viabiliza.


